É neste momento de contato com novos estudantes, novos conteúdos, novos lugares que nos organizamos para dar as boas-vindas aos ingressantes e apresentar a universidade sob uma ótica diferente daquilo que normalmente é divulgado por aí. Na contra-mão da lógica colocada de valorização do individualismo e da competitividade (através, por exemplo, do próprio vestibular ou do famoso CR, Coeficiente de Rendimento, que ranqueia o mérito dos graduandos), entendemos que é só por meio da reflexão coletiva e das ações articuladas conjuntamente que teremos condições de garantir uma educação pública, gratuita e que tenha qualidade para formar trabalhadores capazes de pensar e tratar os reais problemas que afetam nossa sociedade.
Foi dessa forma, organizados e mobilizados, que os estudantes desempenharam (e continuam desempenhando) um papel fundamental na existência dos Bandejões e manutenção de um preço acessível, na conquista das Moradias e das bolsas de assistência estudantil, na exigência de maior contratação de professores e funcionários, na garantia do tripé ensino-pesquisa-extensão, na crítica à restrição do acesso e à estrutura antidemocrática das universidades, etc. Além disso, o movimento estudantil sempre buscou entender os problemas da universidade relacionados ao contexto econômico, político e social em que ela está inserida. Desta forma, o ME esteve à frente também de grandes mobilizações no cenário nacional, como nas lutas contra a ditadura, pelas Diretas-Já, pelo “Fora Collor!”, pela reforma agrária, pela garantia de condições dignas de trabalho e salário, contra o desmonte da educação pública, expresso nos decretos do Serra de 2007, na falta de financiamento público e por aí vai.
A nossa recepção aos Calouros, portanto, é diferente daquela realizada pela REItoria e Diretorias, que busca mostrar a Unicamp como um centro de excelência, reservado a iluminados pensadores. Viemos discutir as transformações e ameaças que o ensino público paulista tem sofrido e também denunciar o ‘trote violento’, protagonizado pelos bancos e empresas privadas, que nos abordam ao cruzar o saguão do PB ou durante toda a nossa vida profissional para nos organizar pela construção dos seus lucros.
Nesse sentido, a Calourada Integrada, organizada pelo DCE e pelos Centros Acadêmicos, traz uma série de discussões, materiais e atividades a fim e fazer da universidade um espaço de convivência e socialização, de suscitar reflexões e questionamentos importantes e de colocar uma pulguinha atrás da orelha daqueles que não querem ver a universidade pública na corda bamba!
Fique atent@ à programação e à construção das atividades e participe!
- dia 04/03, quarta-feira
- às 17h30: Futebol Misto no Muchachão (gramado do IFCH)
- 14h: oficina sobre as mulheres e o 8 de março, no IEL
- a partir das 14h: atividades no novo campus de Limeira (FCA)
- às 19h30: Mesa temática no novo campus de Limeira (FCA)
- dia 05/03, quinta-feira
- às 12h: Mesa temática no saguão do PB
- às 17h30: Assembléia Geral dos Estudantes para discutir a consulta para Reitor, no saguão do PB
