Neste ano, os REItores da USP, Unesp e Unicamp estão trabalhando mais do que nunca! É cada vez maior a disposição e a insistência deles para dividir estudantes, professores e funcionários e para calar qualquer questionamento com relação à situação das universidades e das condições de trabalho dentro delas. E este trabalho começou cedo! Já no começo do semestre, o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (CRUESP) anunciou que não haveria reajuste salarial equitativo entre docentes e funcionários, desvalorizando o trabalho duro destes servidores para manter as universidades e aumentando a disparidade de salário e a desigualdade social dentro dessas instituições.
Sem perder tempo, o ilustríssimo presidente do CRUESP e REItor da Unicamp, FernanDOPS Costa, ameaçou punir e instalou sindicâncias contra mais de 20 estudantes (não a toa, participantes do movimento estudantil…), alegando a questão da proibição das festas no campus.
Seguindo o exemplo de seu colega, o REItor da USP, João Grandino Rodas, também avança na truculência, reprimindo estudantes que reivindicavam mais assistência estudantil e impondo medidas judiciais e ameaças que restringem o direito de greve, antes mesmo que os funcionários manifestassem sua indignação contra todo esse contexto.
E esse esforço das REItorias não parou por aí! Por mais que os estudantes, funcionários e professores das três universidades se organizassem de forma coletiva, através de suas entidades e do Fórum das 6, para pressionar pelo diálogo, os REItores insistiram em não marcar reuniões de negociação por cerca de 40 dias!
E pra quem acha que a situação está crítica, ainda a falta a cereja no bolo! Agora o CRUESP tem sede própria, em um apartamento numa cobertura em São Paulo (ué, mas de onde saiu o dinheiro para o aluguel desse espaço? Será que foi do salário dos funcionários ou da assistência estudantil?), e os REItores só farão reuniões nesse lugar, fora dos campi da USP, Unesp e Unicamp.
O que os REItores querem é ficar bem longe daqui e tapar os olhos para a falta de professores e de funcionários, para a falta de infra-estrutura adequada, para o Bandejão superlotado, para a precariedade da Moradia, que não termina sua reforma nunca, para a insuficiência das condições de ensino, pesquisa e extensão, em especial no novo campus de Limeira (FCA). Bem longe daqui, fica até parecendo verdade o que se escreve no Jornal e no site da Unicamp, de que há várias obras andando, como o Teatro do IA, o prédio do IG, ou a biblioteca do IB, e de que há grande preocupação com a conclusão destas. Além disso, de olhos fechados para as dificuldades por que passa o ensino superior em seu cotidiano, é bem mais fácil propor uma avaliação para a Unicamp como o ENADE (Exame Nacional de Avaliação de Desempenho do Estudante – o novo Provão), que responsabiliza o desempenho individual de cada estudante por todos os problemas da nossa universidade!
Por essas e outras, os funcionários da USP, da Unicamp e de alguns campi da Unesp estão em greve, exigindo que suas reivindicações sejam ouvidas e lutando pelos seus direitos e pela qualidade da educação. É papel dos estudantes apoiar e se solidarizar com essa luta, que também é nossa, e fazer esses REItores ouvirem nossa voz!
Vamos todos nos somar ao ato unificado em frente à nova sede do CRUESP, em São Paulo, na terça-feira, dia 18, e engrossar a manifestação no CONSU da Unicamp, na outra terça, dia 25, data em que entregaremos nosso abaixo-assinado por mais Bandejões, contra as punições, por mais vagas na Moradia e pelas verbas de Limeira!
:: dia 18 de maio, terça-feira, à s 11h – saída dos ônibus para o ATO unificado em São Paulo (lista de ônibus aqui)
:: dia 25 de maio, terça-feira, às 9h – ATO em frente ao CONSU e à REItoria da Unicamp