Ato contra a violência à mulher

O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ NÃO ESTÁ PRESENTE

Desde o início do mês de julho, foram relatados três casos de estupro em Barão Geraldo. Esses acontecimentos deram origem a uma mobilização grande dentro da Unicamp, que começa a colocar em pauta uma série de pontos relevantes. Quando pensamos em violência sexual, a auto-preservação e o medo nos levam a reações imediatas, e a demanda que surge é a de segurança pública. É preciso considerar, porém, que o aumento do policiamento não tem qualquer efeito preventivo comprovado no combate à violência contra a mulher, e muitas vezes o despreparo pode agravar situações traumáticas.

O debate político em torno dessa questão que atinge toda a comunidade da região tem buscando alternativas a cada encontro. Meios de aprofundar questões a respeito do machismo, ocupar os espaços públicos e cobrar medidas do poder público. Algumas das propostas que foram levantadas pelo coletivo foram:

- Reativar um GT junto à reitoria da Unicamp sobre violência contra mulher.
- Criar um fórum de discussão permanente sobre o tema.
- Fazer oficinas de auto-defesa para mulheres
- Distribuir informativos em locais movimentados (tais como o Terminal de ônibus) incentivando a denúncia de violência contra mulheres.
- Reivindicar pontos de iluminação e limpeza de terrenos baldios junto à subprefeitura
- Construir a Marcha das Vadias de Campinas

 

E você? Já pensou por que será que isso tudo está acontecendo agora? Em julho, cai drasticamente o número de pessoas presentes em Barão Geraldo, principalmente nos bairros mais vinculados ao campus. E as ruas são seguras quando freqüentadas. Sabemos que é a utilização do espaço que previne ocorrências como essa e – assim como foi determinado por esse coletivo contra a violência à mulher, do qual fazemos parte – o CACH não defende um aumento do efetivo policial na universidade e seus arredores. Afinal, nos perguntamos, por que agora, por que esses casos, têm sido divulgados pela mídia, que sempre silenciou a respeito de tantas outras ocorrências de nosso conhecimento?

Defendemos sim, que esse debate contra o machismo, de importância fundamental, seja levado para além da universidade, através da ocupação dos espaços públicos e da abordagem do tema de gênero junto à comunidade.

Ato contra a violência às mulheres – dia 11 de Agosto (quinta)

saída no balão da av. 1  (entrada da FEA)

às 15h00