Informe Eletrônico #9 – Contra a Violência à Mulher e 10% do PIB para a Educação JÁ!

Calendário

22/9 (quinta) – 19h :: Comitê Regional do Plebiscito dos 10% do PIB para a Educação
sindicato dos químicos (Av. Barão de Itapura, 2022)

24/9 (sábado) – 9h :: Marcha das Vadias
Largo do Rosário

28/9 (quarta) – 15h :: Ato Contra a Violência à Mulher
em frente à Reitoria

3 à 9 /10 :: 10° Congresso dos Estudantes da Unicamp

03/10 – Segunda-Feira

Credenciamento de delegadas e delegados pelos Centros Acadêmicos no DCE

04/10 – Terça-Feira

10h – Oficina: Permanência Estudantil: A luta para manter o estudante na universidade – PB16
12h – Oficina: Violência Contra a Mulher: não se cale – PB16
Oficina: Roda de discussão: questão das opressões e a violência – PB17
14h – Oficina: Avaliação do Ensino Superior e o ENADE – PB16
Oficina: Violência Contra a Mulher: não se cale (FCA)
Oficina: Alguns aspectos da relação de poder entre os homossexuais – PB17
18h – Mesa de Abertura: DCE Unicamp, STU e Adunicamp – PB16
19h – Mesa: Os dilemas da realidade brasileira – PB16
- Prof. Dr. Plínio de Arruda Sampaio Jr. (IE Unicamp)
- Sueli (CUT/APEOESP Campinas)
- Gilmar Mauro (Direção Nacional do MST)
- Fernando Silva – Tostão (Correio da Cidadania)
- Herbert – Mancha (CSP Conlutas)

05/10 – Quarta-Feira

10h – Grupo de Discussão: Cultura e Arte – XX00
12h – Mesa: Combate às Opressões – PB16
- Luka Franca (Frente Paulista pela Legalização do Aborto)
- Rodrigo Cruz (Coletivo 28 de Junho)
- Douglas (Uneafro)
- Luisa D’Ávola (Coletivo Feminista Yabá)
14h – Grupo de Discussão: Opressões (FCA)
15h - Grupo de Discussão: Combate às Opressões – PB05 e 06
16h – Grupo de Discussão: Movimento Estudantil (FCA)
Grupo de Discussão: Saúde (FOP)
18h – Grupo de Discussão: Educação (FOP)
19h – Grupo de Discussão: Dilemas da Realidade Brasileira – PB03, 05 e 06
Mesa: Meio Ambiente (FT)
- Prof. Dr. Sandro Tonso (FT Unicamp)
- Luciana Silva (MST)
- (DCE Unicamp)

06/10 – Quinta-Feira

10h – Grupo de Discussão: Meio Ambiente – XX00
12h – Mesa: Educação para quê e para quem? – PB16
- Prof. Dr. César Minto (ANDES-SN)
- Diogo Portela (DCE Unicamp)
- Magda Souza (APEOESP)
- Prof. Dr. César Nunes (Faculdade de Educação – Unicamp)
14h – Grupo de Discussão: Meio Ambiente (FT)
15h – Grupo de Discussão: Educação e Movimento Estudantil – XX00
16h – Grupo de Discussão: Educação e Movimento Estudantil (FT)
19h – Mesa: Saúde – Anfiteatro do dep. de saúde preventiva e social da FCM
- Bernardo Pilotto (Sindtest UFPR / FASUBRA)
- Nara Mariano (Enfermeira – CAPES Estação)
- Felipe – Belém (Médico – diretor do STU)
Mesa: Educação para quê e para quem? (FCA)
- Profa. Dra. Maria Aparecida Segatto (UNESP)
- Diogo Portela (DCE Unicamp)
- Prof. Pedro A. V. Oliveira (Coletivo APEOESP na Escola e na Luta)
21h - Grupo de Discussão: Educação (FCA)
Grupo de Discussão: Saúde – Anfiteatro do dep. de saúde preventiva e social da FCM

07/10 – Sexta-Feira

10h – Grupo de Discussão: Ciência e Tecnologia – PB06 e 07
12h – Mesa: Movimento Estudantil – PB16
- Bruno Modesto (Diretor da UNE pela Oposição de Esquerda)
- Daniel Iliescu (presidente da UNE)
- Clara Saraiva (ANEL)
15h – Grupo de Discussão: Movimento Estudantil – PB05, 06 e 07
19h – Grupo de Discussão: Educação – PB05, 06 e 07

08 e 09/10 – Sábado

09h – Plenária Final – CB05

10% do PIB para a Educação JÁ!

Muitos são os desafios para o desenvolvimento da educação brasileira. Desde a falta de vagas nas creches, as salas superlotadas na educação básica, a péssima remuneração do professorado, os altos índices de analfabetismo, até o cenário terrível do ensino superior, onde apenas 14% da juventude tem acesso, sendo que 75% das vagas de ensino superior estão nas instituições privadas e as instituições públicas vem sendo desmontadas pela restrição do financiamento. A educação brasileira em todos os níveis precisa de grandes esforços para que seja realmente um direito de todos.

No final dos anos 90 os movimentos sociais brasileiros uniram grandes esforços para criar um Plano Nacional de Educação que pudesse dar conta de superar estes lamentáveis problemas. Neste plano além das medidas específicas para cada área foi estabelecida uma reivindicação fundamental para sua realização: a meta de que o valor destinando pelos governos ao financiamento do direito à educação pública deveria corresponder a 10% do PIB nacional.

No congresso nacional o plano proposto pela população foi profundamente modificado, sendo que o Dep. Fed. Nelson Marchesan (PSDB) apresentou um projeto substitutivo que rebaixava a meta de financiamento para 7% do PIB a serem atingidos até o ano de 2010. Porém, mesmo esta meta reduzida foi vetada pelo presidente Fernando Henrique (PSDB), sendo que Lula (PT) manteve o vergonhoso veto durante seus dois mandatos.

O novo Plano Nacional de Educação proposto pelo governo Dilma (PT), além de bastante frágil em seu conjunto de metas, estabelece para o financiamento os mesmos 7% propostos pelo PSDB no congresso nacional para 2010, mas com um atraso de 10 anos que empurra a meta para o ano de 2020.

Em 2010 os setores do movimento estudantil independentes dos governos se reuniram em um importante seminário na cidade de Uberlândia-MG para tentar planejar ações conjuntas, sendo que dentre as idéias levantadas estava a realização de um Plebiscito Nacional para tratar de algum tema central da educação. No início de 2011 os DCEs da Unicamp, USP e UFPR lançaram uma carta propondo a realização desse plebiscito para exigir do governo 10% do PIB para a educação pública já, entendendo que o desrespeito ao direito à educação, mantido pelos sucessivos governos, só vai acabar com forte participação da população. A proposta foi aceita pelo ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior) e agora a campanha já tem dimensão nacional.

Será realizada a primeira reunião do Comitê de Campinas para a organização dessa importante luta, no intuito de somar professores e estudantes da educação básica e superior e demais movimentos sociais comprometidos com a luta em defesa da educação. Não deixe de comparecer!

Primeira Reunião do Comitê Campinas pelos 10% do PIB para a Educação
Quinta-Feira 22/09 19h
Local: Sindicato dos Químicos Av. Barão de Itapura 2022

 

Marcha das Vadias, o que é?

A Marcha das Vadias foi um movimento que teve início no Canadá em protesto à declaração de um policial que disse que as mulheres não deveriam se vestir como vadias se não quisessem ser estupradas. Indignadas, aquelas mulheres organizaram a primeira Marcha, que acabou se espalhando por diversos países e já aconteceu também em várias cidades do Brasil. Esse movimento virou um símbolo da luta das mulheres contra a violência sexual e de gênero. E agora chegou a vez de Campinas, varias entidades e movimento sociais se uniram para construir um grande ato, vamos às ruas gritar em uma só voz BASTA DE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES! pois juntas somos mais fortes!

O DCE vem participando desta construção, e da mesma forma que fomos as ruas em Barão Geraldo contra a violência, vamos nos somar agora com mulheres de todos os cantos da cidade que sofrem cotidianamente com esta realidade, pois em Campinas a cada 13 horas uma mulher é estuprada, sem contar os inumeros casos que não são registrados e passam desapercebidos, e muitos se tratam de violência doméstica.

Por isso convidamos a tod@s @s estudantes a se juntarem também nesta luta, pois se ser mulher nos torna vadias, então somos todas vadias e exigimos respeito!

Mexeu com uma, mexeu com todas!
24/09 sábado às 9h na catedral – centro


E na Unicamp a REItoria se cala diante dos estupros…

Vimos que recentemente uma serie de estupros foram registrados dentro e nos entornos da Unicamp, foi apresentada a REItoria as reivindicações das estudantes, estas foram simplesmente ignoradas, com o argumento de que “das grades para fora o problema não é da universidade”, mas as mulheres não se calaram, cerca de 700 pessoas, na maior parte estudantes, foram as ruas dizer NÃO a violência, e mesmo assim a REItoria não se pronunciou sobre o assunto.

Agora bateremos a sua porta, exigindo da REItoria providências imediatas, dentre elas a volta da escolta noturna, que existia até 2006 e levava os estudantes para casa no periodo noturno, a criação de um circular com pontos nas principais ruas de Barão, a contratação de seguranças via concurso público, iluminação de areas escuras dentre outras.

No dia 28/09 (4ªf) o DCE e diversos CA’s irão até a reitoria apresentar essas reivindicações, iremos em ato, como forma de mostrar nossa indignação diante do descaso da Unicamp com a situação de violência que se encontram as mulheres.

Ato na reitoria 28/09 as 15h