Envie um email para o REItor Fernando Costa pedindo por negociação com o Fórum das Seis e não Punição aos servidores técnico-administrativos.
Para saber mais sobre a greve e a campanha unificada acesse: www.dceunicamp.org.br/campanhaunificada
Envie um email para o REItor Fernando Costa pedindo por negociação com o Fórum das Seis e não Punição aos servidores técnico-administrativos.
Para saber mais sobre a greve e a campanha unificada acesse: www.dceunicamp.org.br/campanhaunificada
“Os professores do Departamento de Ciência Política vêm a público manifestar sua solidariedade à greve dos funcionários das universidades estaduais paulistas e conclamar os reitores a retomar as negociações para que o atual impasse possa ser superado. Os funcionários do IFCH – no exercício de seu legítimo direito de greve – suspenderam seu trabalho, o que afeta profundamente o funcionamento de nossa instituição, repercutindo nas atividades de docentes e alunos. Fazemos esse apelo não apenas porque consideramos o trabalho dos servidores técnico-administrati vos crucial para a universidade, mas também para preservar as relações e a convivência no interior de nossa comunidade acadêmica, especialmente na situação crítica que vivemos no IFCH devido ao brutal encolhimento do corpo de professores. Não é este o momento de aprofundar as divisões, mas de reconstruir a unidade. Isso só é possível com a disposição de todas as partes para um diálogo franco e pautado no respeito às diferenças. Afinal, a universidade se constrói e se desenvolve com a contribuição de todos nós!
Pela retomada do diálogo já !”
Campinas, 19 de junho de 2010 Departamento de Ciência Política Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Universidade Estadual de Campinas”
TENDÊNCIAS/DEBATES
FRANCISCO DE OLIVEIRA, PAULO ARANTES, LUIZ MARTINS e J. SOUTO MAIOR
Ato Unificado (USP, UNESP e UNICAMP) – quarta (16/06) a partir das 12h em frente à REItoria da Unicamp
Sem mobilizações e lutas não conseguiríamos conquistas fudamentais para a universidade, que – insistimos! – deve ser pública, gratuita, de qualidade e presencial para todas e todos. Exemplos não faltam: a moradia só foi construída depois que os alunos mantiveram ocupadas, por dois anos, salas de aula do Ciclo Básico (e o projeto inicial ainda não foi entregue: faltam 500 vagas); a reforma do bloco B da moradia – que caía sobre nossas cabeças – só foi agilizada depois da ocupação da reitoria em 2007; o bandejão hoje custaria mais que três reais (!) se não tivéssemos pulado algumas catracas em 2003; o ônibus Intercamp, que faz a linha Limeira-Unicamp, só foi conseguido depois da mobilização dos alunos dos Campi externos.
Os REItores estão usando de tática antiga, estão nos dividindo para empurrar, nossa goela abaixo, o que não acontecia desde 1989: aumentos diferenciados para os servidores da universidade. Enquanto professores ganham 12%, para os funcionários, 6% basta. Assim, perdemos todos nós, estudantes, funcionários e também professores: nossa universidade é construída pelas três categorias e o trabalho dos funcionários deve ser valorizado.
Enquanto lutamos por uma universidade melhor, a REItoria continua dando mostras da truculência que já desfilava no começo do ano, quando tentou punir estudantes que defendiam o carater público da universidade: com a desculpa das festas, tratava de tocar processos sumários contra mais de 20 estudantes. Naquele momento, só nossa mobilização pode garantir o arquivamento dos processos; agora, nossa mobilização continua sendo fundamental para reverter esta situação bárbara em que mais de mil funcionários da USP tiveram seu salário cortado por terem participado da greve, um direito que é garantido pela constituição!
Por isso é importante a presença de todos nesta quarta-feira, dia 16, a partir das 12h, para um ato unificado, em conjunto com a USP e a Unesp, em frente à REItoria da Unicamp somando forças à mobilização estadual frente à truculência coordenada do CRUESP. Estaremos todos em vigília lá em frente, pressionando por resposta dos REItores e seguiremos organizados e mobilizados também na quinta-feira.
Ato Unificado (USP, UNESP e UNICAMP) – quarta (16/06) a partir das 12h em frente à REItoria da Unicamp
Neste ano, os REItores da USP, Unesp e Unicamp estão trabalhando mais do que nunca! É cada vez maior a disposição e a insistência deles para dividir estudantes, professores e funcionários e para calar qualquer questionamento com relação à situação das universidades e das condições de trabalho dentro delas. E este trabalho começou cedo! Já no começo do semestre, o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (CRUESP) anunciou que não haveria reajuste salarial equitativo entre docentes e funcionários, desvalorizando o trabalho duro destes servidores para manter as universidades e aumentando a disparidade de salário e a desigualdade social dentro dessas instituições.
Sem perder tempo, o ilustríssimo presidente do CRUESP e REItor da Unicamp, FernanDOPS Costa, ameaçou punir e instalou sindicâncias contra mais de 20 estudantes (não a toa, participantes do movimento estudantil…), alegando a questão da proibição das festas no campus.
Seguindo o exemplo de seu colega, o REItor da USP, João Grandino Rodas, também avança na truculência, reprimindo estudantes que reivindicavam mais assistência estudantil e impondo medidas judiciais e ameaças que restringem o direito de greve, antes mesmo que os funcionários manifestassem sua indignação contra todo esse contexto.
E esse esforço das REItorias não parou por aí! Por mais que os estudantes, funcionários e professores das três universidades se organizassem de forma coletiva, através de suas entidades e do Fórum das 6, para pressionar pelo diálogo, os REItores insistiram em não marcar reuniões de negociação por cerca de 40 dias!
E pra quem acha que a situação está crítica, ainda a falta a cereja no bolo! Agora o CRUESP tem sede própria, em um apartamento numa cobertura em São Paulo (ué, mas de onde saiu o dinheiro para o aluguel desse espaço? Será que foi do salário dos funcionários ou da assistência estudantil?), e os REItores só farão reuniões nesse lugar, fora dos campi da USP, Unesp e Unicamp.
O que os REItores querem é ficar bem longe daqui e tapar os olhos para a falta de professores e de funcionários, para a falta de infra-estrutura adequada, para o Bandejão superlotado, para a precariedade da Moradia, que não termina sua reforma nunca, para a insuficiência das condições de ensino, pesquisa e extensão, em especial no novo campus de Limeira (FCA). Bem longe daqui, fica até parecendo verdade o que se escreve no Jornal e no site da Unicamp, de que há várias obras andando, como o Teatro do IA, o prédio do IG, ou a biblioteca do IB, e de que há grande preocupação com a conclusão destas. Além disso, de olhos fechados para as dificuldades por que passa o ensino superior em seu cotidiano, é bem mais fácil propor uma avaliação para a Unicamp como o ENADE (Exame Nacional de Avaliação de Desempenho do Estudante – o novo Provão), que responsabiliza o desempenho individual de cada estudante por todos os problemas da nossa universidade!
Por essas e outras, os funcionários da USP, da Unicamp e de alguns campi da Unesp estão em greve, exigindo que suas reivindicações sejam ouvidas e lutando pelos seus direitos e pela qualidade da educação. É papel dos estudantes apoiar e se solidarizar com essa luta, que também é nossa, e fazer esses REItores ouvirem nossa voz!
Vamos todos nos somar ao ato unificado em frente à nova sede do CRUESP, em São Paulo, na terça-feira, dia 18, e engrossar a manifestação no CONSU da Unicamp, na outra terça, dia 25, data em que entregaremos nosso abaixo-assinado por mais Bandejões, contra as punições, por mais vagas na Moradia e pelas verbas de Limeira!
:: dia 18 de maio, terça-feira, à s 11h – saída dos ônibus para o ATO unificado em São Paulo (lista de ônibus aqui)
:: dia 25 de maio, terça-feira, às 9h – ATO em frente ao CONSU e à REItoria da Unicamp
Diretório Central dos Estudantes da Unicamp
Gestão “Tem mais Samba” 2009/2010
Cidade Universitária “Zeferino Vaz”
10 de Maio de 2010
O DCE – Diretório Central dos Estudantes da Unicamp convoca os Centros Acadêmicos da Unicamp para o Conselho de Representantes de Unidade – CRU – que será realizado no dia 20 de Maio de 2010, terça-feira, às 12h na sede do DCE, no campus de Campinas.
Pautas:
Aguardamos a presença de todos e todas e agradecemos a atenção.
Saudações Estudantis,
DCE Unicamp
Obs. A data do CRU foi alterada, pois na data anterior 18/05 ocorrerá o ato da campanha unificada em São Paulo, em frente da reunião do CRUESP.
Venha participar dessa manifesta dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade da região de Campinas!
Está cada vez mais forte a repressão contra os que lutam por uma sociedade mais justa, em que haja trabalho, terra, comida e moradia PARA TODAS e TODOS.
Este ato inicia uma campanha contra os que não permitem que nos organizemos para lutar pelos nossos direitos. Não vamos aceitar que nos calem!
9 de abril, 14h no MIS.
Mesa de discussão contra a Criminalização dos Movimentos Sociais com trabalhadores dos movimentos sociais de Campinas e região.
LOCAL: MIS – Museu de Imagem e Som – na Rua Regente Feijó, n°859 – Centro – Campinas
10 de abril,10h da manhã
Vamos protestar através da arte da cultura do povo com música, dança, teatro contra aqueles que oprimem o povo trabalhador!
LOCAL: Escola EMEF OZIEL ALVES PEREIRA, Rua Fauze Selhe, S/N – Pq. Oziel – Campinas
HIP HOP – SAMBA | MODA DE VIOLA | BATUCADA | TEATRO DE RUA
Organização: MST e MTD
Apoio: Sindicato dos Metalurgicos de Campinas e região, Sindicato Quimicos Unificados, Sindicato dos Petroleiros, da Construção Civil, Sinergia, Flaskô – fábrica ocupada, MTST, DCE-Unicamp, Camará comunicação e educação popular
Na última semana tomou-se conhecimento que a Fundação da Área da Saúde da UNICAMP entraria na pauta do Conselho Universitário (CONSU) do mês de março. A Funsaúde havia sido aprovada na Congregação da FCM no ano de 2004, desde então essa proposta permaneceu engavetada. A gora sem discussão prévia com a Comunidade Acadêmica, docentes, funcionários e discentes a reitoria decide submeter essa pauta à instância máxima da universidade, o CONSU. Desde já nos posicionamos contra à maneira como essa discussão está sendo conduzida, desprestigiando a participação dos estudantes, fato que já virou rotina na universidade, tome-se como exemplo as discussões referentes à Autarquia. Aproveitamos também para manifestar nossa contrariedade à aprovação da Funsaúde e esclarecer os motivos que nos levaram a tomar tal posição.
-A criação de uma fundação no complexo hospitalar da UNICAMP representaria a inserção da lógica privada no serviço público de saúde
-Uma fundação ligada à universidade não precisa necessariamente prestar serviços exclusivos a ela. Ela pode prestar serviços a entidades privadas captando recursos para si mesma, e acaba se utilizando da sigla, dos bens públicos, de imóveis e até mesmo de funcionários públicos sem remunerar a universidade.
-Em alguns casos as fundações acabam atuando como intermediárias na contratação de funcionários para os serviços públicos. Isso leva a admissão de funcionários em condições salariais desiguais e sem concurso público, o que fere o princípio da impessoalidade do serviço público.
-Existem exemplos de outras universidades em que um dos dirigentes da fundação é também dirigente público, isso gera conflito de interesses e beneficiamento individual.
-Em outras instituições, alguns convênios firmados entre fundação e universidade não são transparentes, não demonstram de maneira clara a quantidade de recursos públicos destinados às fundações, isso fere o princípio da publicidade da administração pública.
-Exemplos de outras universidades mostram que docentes que deveriam ser de dedicação exclusiva acabam atuando nas fundações em serviços não destinados à universidade, o que prejudica as atividades de ensino, pesquisa e extensão.
-As fundações acabam prestando atividade privada dentro de instituição pública. É o que acontece no HC-USP, onde as fundações captam recursos com serviço privado se utilizando do espaço público, do patrimônio público e de funcionários públicos (Dupla-Porta).
-As fundações podem fazer compras destinadas ao serviço público sem licitação, podendo beneficiar interesses individuais, isso fere os princípios da impessoalidade e da publicidade da administração pública.
-As fundações que deveriam ser de apoio à instituição pública se utilizam dos bens públicos em benefício privado e acabam ganhando proporções muito grandes.
Por isso somos contra a Fundação da Área de Saúde!
Permanência estudantil/gratuidade ativa
a) Que a permanência estudantil seja garantida enquanto um direito dos estudantes e, como tal, seja assegurado pelas universidades estaduais paulistas e Centro Paula Souza;
b) Dotação orçamentária específica para garantir políticas de acesso e permanência estudantil e sua ampliação nas universidades estaduais e no Centro Paula Souza;
c) Que as políticas de acesso e permanência estudantil sejam planejadas e executadas segundo a adoção de padrões isonômicos entre as três universidades estaduais e o Centro Paula Souza;
d) A administração de órgãos, comissões ou quaisquer outros mecanismos criados para gerir a permanência estudantil deve ser paritária;
e) Criação de comissões paritárias permanentes nas três universidades estaduais e Centro Paula Souza para gerir democraticamente as políticas de permanência estudantil, considerando o atendimento imediato de toda a demanda já existente e o planejamento e a execução de uma política que atenda efetivamente às atualizações das demandas;
f) Criação de moradia e restaurante universitário em todos os campi das três universidades estaduais, garantindo parcela fixa de seus respectivos orçamentos, com vistas à manutenção e à ampliação desses espaços sociais;
g) Isonomia entre os valores das bolsas de estudo, adotando-se como critério mínimo de valores o salário mínimo vigente no Estado de São Paulo, e com reajuste vinculado ao do salário docente, e garantindo-se também os devidos reajustes nos auxílios alimentação e transporte.
h) Que as bolsas sejam entendidas como bolsas de estudo, com base exclusivamente em critérios sócio-econômicos, claros e amplamente divulgados, sem qualquer contrapartida de trabalho; que acompanhamento acadêmico não tenha, em absoluto, o intuito de exigir melhor desempenho dos estudantes bolsistas em relação aos não-bolsistas;
i) Liberdade de organização e gestão autônoma dos espaços das moradias, de acordo com realidades e demandas de cada universidade e cada campus.
j) Fim do controle político, moral e pessoal nas moradias estudantis.
Ensino à distância
a) Defesa da ampliação do ensino superior público e gratuito presencial e de qualidade;
b) Contra o uso de cursos à distância na formação inicial, na educação básica e na educação superior;
c) Contra qualquer política de EàD que reduza a qualidade e empobreça a educação escolar;
d) Contra a utilização do projeto da Universidade Virtual do Estado de SP (Univesp) nos moldes propostos pelo governo.
Autonomia
Defesa da autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial das universidades e do Centro Paula Souza, conforme o artigo 207 da Constituição Federal de 1988. Revogação dos decretos do governo José Serra que ferem a autonomia das universidades estaduais.
a) Manutenção da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão;
b) Não fragmentação dos diversos níveis de ensino;
c) Manutenção e aprofundamento do vínculo do Centro Paula Souza à Unesp (conforme a Resolução 63/95).
Hospitais Universitários
a) Manutenção da vinculação dos Hospitais Universitários com as universidades, aprimorando seu caráter público, revertendo toda a forma de privatização e apropriação privada de sua capacidade instalada, com financiamento público adequado para o seu funcionamento e melhoria do atendimento, mantendo-o como importante instrumento da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão;
b) Jornada de 30 horas para funcionários da área da saúde;
c) Reversão do processo de autarquização em curso nas universidades estaduais paulistas.
Creches
Garantia de vagas em creches para os filhos dos funcionários técnico administrativos, docentes e estudantes das universidades estaduais paulistas e do Centro Paula Souza.
Financiamento
a) Participação efetiva do Cruesp na luta pelo aumento do investimento do Estado na Educação Pública em geral – 33% da receita total de impostos, incluindo 11,6% da quota-parte do Estado no ICMS para as universidades estaduais paulistas, 2,1% da quota-parte do Estado do ICMS para o Centro Paula Souza. Posicionamento público do Cruesp sobre quais medidas estão sendo tomadas para evitar perdas de recursos para as universidades;
b) Aporte de 0,07% da quota-parte do ICMS devido à anexação da extinta Faenquil/Lorena, hoje EEL, à Universidade de São Paulo, e de 0,05% para o funcionamento do campus da Unicamp em Limeira, conforme comunicado pelo então governador Geraldo Alckmin;
c) Dotação orçamentária específica para garantir políticas de acesso e permanência estudantil e sua ampliação nas universidades estaduais e no Centro Paula Souza, que assegure condições de estudo.
Salário
Tendo como objetivo atingir como piso salarial para todos que trabalham nas universidades estaduais paulistas e no Centro Paula Souza aquele definido pelo Dieese, reivindicamos:
a) Reposição de 16% (correspondente à inflação do período maio/2009 a abril/2010 + parcela para recuperar parte das perdas históricas da categoria);
b) Uma parcela de reposição que reduza injustiças sociais, diminuindo a relação entre o maior e o menor salário, tendo como referência a parcela fixa mencionada no comunicado Cruesp 3/2007, em resposta a reivindicação de R$ 200,00 feita pelo Fórum das Seis;
c) Revisão salarial no segundo semestre de 2010, de acordo com o compromisso celebrado entre o Cruesp e o Fórum das Seis em 10 de abril de 1991;
d) Recomposição das perdas salariais dos servidores e docentes do Centro Paula Souza de acordo com índices do Cruesp do período de 1996 a 2010.
Descriminalização dos movimentos
Respeito à liberdade de organização e de manifestação dos movimentos sociais, revogação das punições e retirada dos processos administrativos e judiciais contra as entidades representativas e ativistas do movimento sindical e estudantil que lutam em defesa da universidade pública, pela liberdade de organização e de manifestação dos movimentos sindical e estudantil.
a) Reintegração imediata de Claudionor Brandão, servidor da USP e dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), demitido em pleno exercício de mandato sindical;
b) Pela gestão autônoma dos espaços estudantis; contra qualquer tipo de restrição à organização coletiva dos estudantes e a ingerência quanto ao uso de espaços, tais como normativas ou termos de conduta.
DCE da UNICAMP e DCE da USP 30/3/2010