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Por que o Bandejão Parou?


Há três dias, a máquina que lava as bandejas do Bandejão quebrou (sim, ela existe!) e a REItoria, ao invés de resolver o problema , substituiu-a por nada menos que os funcionários.

Sendo assim, durante esses últimos dias, mais de 8.000 bandejas tem sido lavadas manualmente, sob pressão da chefia (para que mantivessem o ritmo e a qualidade de uma máquina), em condições extremamente precárias.

E pior: não bastando não ter resolvido o problema, nesses três dias, o único que denunciou as condições precárias de trabalho, o funcionário Cláudio, trabalhador do Bandejão há vários anos, sofreu um processo de afastamento para outra função, que sabemos  ser uma estratégia para demissão.

Nesta situação absurda, os sindicalistas do STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp), paralisou às 13h40 a entrada do Bandejão devido ao imenso número de bandejas que deveriam ser lavadas e em protesto à punição sofrida.

Reunidos, os trabalhadores decidiram que enquanto o funcionário Cláudio não for reincorporado ao quadro de trabalhadores do Bandejão e a situação da máquina não for resolvida definitivamente, o Bandejão permanecerá parado.

O DCE entende que o bem estar dos estudantes não pode se dar às custas de um trabalho desumano, independente de onde seja,  e é nosso dever apoiar essa luta legítima dos trabalhadores: por condições dignas de trabalho, e  direito à manifestação.

 

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Ato Sexta (27/05) 9h – Por Moradia, bandejão, mais professores, mas verbas, intercampi e contra as punições

Sexta-Feira 9h: ATO em frente a REItoria: Por Moradia, bandejão, mais professores, mas verbas, intercampi e contra as punições

O mês de Maio tradicionalmente é conhecido como o mês das campanhas salariais. No caso da Unicamp e das demais universidades estaduais paulistas, é quando os professores, funcionários e estudantes organizam uma pauta comum para negociar com os Reitores. É quando acontecem muitas paralisações, atos, intervenções culturais e até mesmo greves, já que nossas reivindicações só são atendidas quando o movimento está forte e pressionando as Reitorias.
Além da pauta comum entre as três categorias das três universidades – que envolve desde a reivindicação salarial, a discussão sobre terceirização, permanência estudantil e aumento do financiamento estadual para as universidades – cada categoria em sua universidade elabora um documento específico com as suas reivindicações para negociar com seu respectivo Reitor. No nosso caso, nossa “pauta” incluí diversos problemas que afetam o cotidiano estudantil e que vem sendo ignorados pela reitoria há muito tempo. É justamente com o intuito de pressionar a Reitoria para que ela atenda a essas reivindicações, que sexta-feira realizaremos um ATO, em frente à Reitoria, exigindo negociação destes pontos. Por isso, é importante comparecer e engrossar esta  manifestação, porque é só com muita organização e pressão que obteremos vitórias.

Sexta-feira, VAMOS ao ATO na REItoria lutar por:

Construção dos bandejões: Já estamos cansados de perder as duas horas de almoço numa fila imensa do RU II (bandejão central). E não basta a fila para entrar, é fila pra pegar comida, para pegar suco, pra deixar a bandeja… Enfim, é muito evidente que o bandejão não dá conta de atender sua demanda, isso sem contar as péssimas condições de infra-estrutura, que resultaram numa cachoeira de chuva em cima de suas mesas neste último verão. A Reitoria, desde 2003, vem prometendo que vai construir mais bandejões, mas até agora nada! Fruto de diversos atos e pula-catracas que fizemos, a obra começou, mas a sua última previsão de entrega, que era Abril, já expirou. Até quando ficaremos tendo que pegar essas filas enormes? Além disso, em Limeira, a FCA abriu sem bandejão, apesar de estar previsto no seu projeto, e até agora nada dele ser construído…

 

Ampliação da Moradia Estudantil e construção das Moradias de Limeira e Piracicaba: Há vinte anos que a Moradia Estudantil foi entregue e até agora seu projeto inicial que previa 1500 vagas ainda não foi concluído. Ademais, essa quantia de vagas em 1989 visava a abarcar 10% dos estudantes da Unicamp. Hoje em dia, esse número teria que ser bem maior, cerca de 3300 vagas. A conseqüência dessa impossibilidade de atendimento à demanda é que muitos estudantes não conseguem vagas como oficiais e são obrigados a morar como hóspedes nas casas da Moras – e com isso, moram 5, 6 ou até mais pessoas numa casa projetada para 4 moradores! Além disso, Limeira abarca mais de três mil estudantes, tem uma demanda enorme, e mesmo assim, a Reitoria se nega a discutir a construção de Moradia lá. O mesmo ocorre em Piracicaba, com cerca de 1000 estudantes.

Retirada imediada dos processos de punição aos estudantes e funcionários: Sistematicamente a Reitoria vem tentando punir estudantes e funcionários que se organizam dentro do campus. No ano passado, foram diversos estudantes sindicados pela realização de festas. A PM entrou no campus pra proibir o IFCHSTOCK. Neste ano, a reitoria abriu um processo criminal contra nove funcionários grevistas e uma sindicância interna contra cinco estudantes que teriam participado da ocupação da Administração da Moradia.
No acordo assinado em 1987 com os estudantes a reitoria autorizava os estudantes a ocuparem outro espaço do campus caso a promessa de 1500 vagas não fosse cumprida. Pois é, eles não cumpriram e agora querem punir os estudantes por exigirem esse direito.
Como vimos nos casos de 2010 e de antes mesmo, essa postura truculenta pára quando nossa mobilização aumenta – por isso é importante a presença nos atos, assembléias e paralisações, como forma de solidariedade e de afirmação da causa justíssima pela qual estamos lutando, deixando claro que nenhuma ação truculenta da reitoria passou ou passará batida pelo movimento estudantil organizado!

Veja a pauta de reivindicações completa clicando aqui.

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Pauta Específica dos Estudantes da Unicamp

A/C: Prof. Dr. Fernando Ferreira Costa – Reitor da Unicamp

Cc.: Profa. Dra. Heloise Pastore de Oliveira – Presidente da Comissão de Sindicância

Pauta específica de reivindicações dos estudantes da Unicamp

 

Apresentamos à reitoria da Unicamp a seguinte pauta de reivindicações dos estudantes da Unicamp e solicitamos reunião para negociação dos itens a seguir:

 

1. Arquivamento imediato dos processos de sindicância abertos contra 5 estudantes da Universidade em represália às manifestações por moradia estudantil

Em 16 de dezembro de 1987, o então reitor da Universidade Estadual de Campinas, Prof. Dr. Paulo Renato Costa Souza, assinou acordo (ver anexo 1) com o Diretório Central dos Estudantes da Unicamp (DCE-Unicamp) e com a Associação de Pós Graduandos da Unicamp (APG-Unicamp) que  previa, em sua cláusula primeira, a entrega de 1500 vagas de Moradia Estudantil. Estas vagas seriam entregues em duas fases, correspondendo a 1000 vagas na primeira fase, que deveriam ser entregues até o final de dezembro de 1988, e 500 vagas na segunda fase, que deveriam ser entregues até o final de dezembro de 1989.

A cláusula quarta do referido acordo autoriza o Diretório Central dos Estudantes a ocupar área do campus equivalente à área do Ciclo Básico I ocupada pelo Movimento por moradia.

Sendo assim, consideramos esses processos de sindicância uma reafirmação do descumprimento do acordo por parte da reitoria da Unicamp, além de um ataque frontal ao direito de livre manifestação dentro de nossa universidade.

 

2. Disponibilização de 3300 vagas de moradia estudantil, sendo:

2.1. 2850 vagas correspondentes às 900 já existentes em Barão Geraldo acrescidas de 1950 novas vagas;

2.2. 350 vagas correspondentes à construção da Moradia Estudantil de Limeira;

2.3. 100 vagas correspondentes à construção da Moradia Estudantil de Piracicaba.

Entendemos que a Moradia Estudantil é parte do direito dos estudantes à permanência na universidade, independente de classe social ou condição socioeconômica.

Em referência ao acordo citado no item 1.1. desta pauta (ver anexo 1), que previa a construção de 1500 vagas de moradia, correspondentes a 10% dos estudantes da universidade na época, reivindicamos a totalização de 3300 vagas de moradia, o que corresponde a 10% dos estudantes de hoje.

Além disso, consideramos fundamental pontuar a necessidade de construção de moradia estudantil na cidade de Piracicaba e na cidade de Limeira, onde funcionam campi da Unicamp e não existe Moradia Estudantil.

 

3. Entrega dos Restaurantes Universitários (RU) prometidos pela reitoria, considerando:

 

3.1. Entrega do RU próximo à Faculdade de Engenharia Civil;

3.2. Entrega do RU da Faculdade de Ciências Aplicadas.

A entrega das obras dos referidos Restaurantes Universitários foi prometida pela prefeitura do campus em reunião com o DCE e os Centros Acadêmicos para, respectivamente, o final de Janeiro e o final de Fevereiro de 2011, com prazo extra de 3 meses adicionais referentes a eventuais correções após o término das obras. Até a presente data as obras não foram concluídas.

 

4. Ampliação dos horários de ônibus intercampi entre os campi de Limeira e o campus de Barão Geraldo

Quando da aprovação do ônibus intercampi o reitor da Unicamp de então, Prof. Dr. José Tadeu Jorge, prometeu aos estudantes que os horários oferecidos seriam ampliados se houvesse demanda.

No período que se seguiu foi ainda inaugurada a Faculdade de Ciências Aplicadas de Limeira, de modo que a oferta de horários e vagas no intercampi, que já era insuficiente, está ainda pior.

 

5. Posição do reitor da Unicamp no CRUESP favorável à aprovação dos itens da pauta unificada apresentada pelo Fórum das 6, em especial:

5.1. 11,6% da quota-parte do Estado no ICMS para as Universidades Estaduais Paulistas;

5.2. 0,05% da quota parte do Estado no ICMS para a Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp;

5.3. Contratação imediata de docentes, atendendo às demandas definidas pelas unidades de ensino, e criação de um fórum democrático para discussão e deliberação acerca das políticas de contratação docente;

5.4. Revogação das punições e retirada dos processos administrativos e judiciais contra ativistas e entidades representativas do movimento sindical e estudantil, que lutam em defesa da universidade pública .

 

Esperamos ansiosamente a comunicação da data da reunião de negociação.

 

Sem mais, a coordenação do DCE aguarda ansiosamente a comunicação da data da reunião de negociação.

Atenciosamente,

 

Coordenação DCE Unicamp

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