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NOTA SOBRE A DESOCUPAÇÃO DO CRUSP

   Hoje, 19 de fevereiro de 2012 por volta das 6h da manhã, a tropa de choque da PM  cumpriu a reintegração de posse do bloco G do CRUSP (Conjunto Residencial da USP), local que sempre foi moradia estudantil até quando a reitoria decidiu instalar ali funções administrativas do COSEAS (órgão responsável pela assistência  social na USP) e inclusive ceder um espaço para o banco Santander.
   Foi mais  uma medida adotada pelo governo  fascista do PSDB contra @s estudantes e as políticas de permanência  estudantil, como  a  recente  suspensão das atividades acadêmicas de 5 estudantes da UNICAMP que ocuparam a administração da moradia estudantil ano passado em prol de mais vagas na moradia e por educação pública e de qualidade.
   A covardia é tão grande que a reintegração aconteceu em um domingo de carnaval onde há pouc@s estudantes no CRUSP. Além disso, entre @s estudantes havia uma grávida que desmaiou e que foi levada pela PM para um local desconhecido em um ônibus da PM (nem uma ambulância foi chamada).
   E assim é que se constrói a política tucana no estado de São Paulo e em todo o Brasil. Seja com relação à moradia, ao social ou à educação, assistência social se dá com bala de borracha!
   - Pela retirada imediata das punições!
   - Pela ampliação de vagas e manutenção da Moradia Estudantil nas universidade públicas de todo o Brasil!

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Nota Pública sobre a expulsão de 6 estudantes na USP

NOTA PÚBLICA

Na última sexta-feira, dia 16 de dezembro de 2011, em despacho publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo, o reitor João Grandino Rodas anunciou a expulsão de seis estudantes da Universidade de São Paulo, que estão participando da ocupação na moradia estudantil (CRUSP). A reitoria da USP optou pela pena de eliminação do corpo discente da universidade e exclusão do CRUSP a estudantes em luta por uma política de permanência estudantil que possibilite que estudantes de baixa renda possam frequentar a universidade pública.

Essa agressão ao direito democrático de organização e ação política no interior da universidade foi respaldada por um decreto dos anos de Ditadura Militar, mais precisamente de 1972. O decreto mencionado, em seu artigo 250, trata como falta de indisciplina grave, passível de punição, as seguintes ações: “promover manifestação ou propaganda de caráter político-partidário, racial ou religioso, bem como incitar, promover ou apoiar ausências coletivas aos trabalhos escolares”. O conteúdo deste decreto está claramente em contradição com o livre direito de greve e de manifestação política, garantidos pela Constituição Federal de 1988.

Essa medida do reitor é parte integrante da política repressiva da administração da universidade e do governo estadual contra o movimento organizado no interior da USP. Só neste ano de 2011, vimos a ameaça de demissão de dirigentes sindicais do SINTUSP, a prisão de 73 estudantes que se mobilizavam contra a presença da Polícia Militar no campus e, agora em meados de dezembro, essas absurdas expulsões. Explicita-se a intenção das autoridades constituídas de quebrar qualquer resistência à aplicação de seu projeto de universidade.

Diante deste grave acontecimento, as entidades e organizações políticas abaixo assinadas repudiam a repressão exercida por João Grandino Rodas e convocam o conjunto dos movimentos estudantil, popular e sindical brasileiros a se incluírem numa grande campanha em defesa da liberdade de manifestação política, instando a reitoria da USP a anular imediatamente a expulsão desses seis estudantes.

Assinam:

ADUSP – Associação dos Docentes da USP

SINTUSP – Sindicato dos Trabalhadores da USP

DCE Livre da USP “Alexandre Vannucchi Leme”

 

 

AMORCRUSP – Associação de Moradores do CRUSP gestão “Unidade Cruspiana”

CA XXXI de Outubro – Centro Acadêmicos 31 de Agosto [Enfermagem]

CAASO – Centro Acadêmico Armando Salles de Oliveira [São Carlos]

CAELL – Centro Acadêmico de estudos Literários e Linguístico “Oswald de Andrade”

CAER – Centro Acadêmico “Emílio Ribas” [Saúde Pública]

CAF – Centro Acadêmico da Filosofia “Prof. José Cruz Costa”

CAHS – Centro Acadêmico Hebert de Souza [Gestão de Políticas Públicas]

CALC – Centro Acadêmico Lupe Cotrim [ECA]

CAMAT – Centro Acadêmico da Matemática

CAPPF – Centro Acadêmico Professor Paulo Freire [Educação]

CARB – Centro Acadêmico “Rui Barbosa” [Ed. Física]

CAUPI – Centro Acadêmico Unificado de Pirassununga

CEGE – Centro de Estudos Geográficos “Capistrano de Abreu” CAHIS – Centro Acadêmico de História

CEQHR – Centro de Estudos Químicos “Heinrich Rheinboldt”

CEUPES – Centro Universitário de Pesquisa e Estudos Sociais [C. Sociais]

DALorena – Diretório Acadêmico da Escola de Engenharia de Lorena

 

 

ANEL, ANDES-SN, CSP-CONLUTAS, SINASEFE, SINSPREV/SP, STU – Sindicato dos Trabalhadores da UNICAMP ,Sub-Sede da APEOESP Santo Amaro, MTST, SEPE-RJ, SindRede-BH

 

Organizações:

Barricadas Abrem Caminhos [Rompendo Amarras], Coletivo “Há quem sambe diferente”/PUC-Minas, Coletivo Construção, Coletivo Geografia na Luta/UFS, Coletivo “USP que queremos”, Construção Coletiva, Dialogação [Rompendo Amarras], Domínio Público [Rompendo Amarras], Frente de luta dos CA’s/UFMT, Juntos, Juventude LibRe, Movimento 89 de Junho (PUC/RS), Não Vou me Adapar (chapa pro DCE Livre da USP), Universidade em Movimento, Coletivo Feminista Yabá, Coletivo “Tomando o céu de assalto”/PUC-SP

 

 

DCE’s: UEM, UFJF, UFPA, UFPel, UFRGS, UFRJ, UNICAMP,

 

 

DA ICB/UFMG

ComuniCA/UFMG

DA Musica/UFMG

DA Letras Gestão “Ao Pé da Letras”/UFMG

CAEF/UEM

CABAM/UFRGS

CAAP/UFMG

CAPSI/UFMG

DACOI/PUC Minas

CECS/UFRGS

CAEF/UNIFAP

DA 26 de Julho/UFES

 

 

Executivas e Federações de Curos:

CEREGENE – Coord. Executiva Regional dos Estudantes de Geografia do NE

CONEEG – Confederação Nacional das Entidades Estudantis de Geografia

CONEP – Coordenação Nacional dos Estudantes de Psicologia

ENEBio – Executiva Nacional dos Estudantes de Biologia

ENECOS – Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social

FEMEH – Federação do Movimento Estudantil de História

FENED – Federação Nacional dos Estudantes de Direito

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Carta dos Representantes Discentes ao CONSU (Conselho Universitário) – Democracia na Universidade!

Aos representantes do Conselho Universitário da Unicamp,

 

Por meio desta carta gostaríamos de manifestar nosso posicionamento sobre as propostas de alteração nas eleições para a Representação Discente no Consu e na CCG.

Em reunião realizada no dia 01 de agosto de 2011 entre o Diretório Central dos Estudantes da Unicamp (DCE) e o pró reitor de graduação, Prof. Dr. Marcelo Knobel, foi reafirmada a proposta da reitoria de alteração da organização das eleições discentes. Gostaríamos de externar nossa posição sobre as seguintes propostas:

  • Eleição nominal para representantes discentes;
  • Separação das cédulas e urnas das eleições de representantes discentes e do DCE

Primeiramente gostaríamos de rememorar a este conselho que a autonomia dos estudantes na determinação do formato e na organização das eleições de Representantes Discentes já foi objeto de grande discussão na Unicamp. De 2004 a 2006 as eleições foram organizadas pela Secretaria Geral da Unicamp, a revelia da opinião dos estudantes, contando, no entanto, com participação estudantil bem inferior à das eleições organizadas pelo movimento estudantil:

Depois de intensa discussão entre os estudantes, e muitas tentativas de negociação com a reitoria, a eleição só pôde ser organizada novamente pelos estudantes após a assinatura do acordo de desocupação da reitoria no ano de 2007. Acreditamos que esta tenha sido uma importante conquista para a democracia da universidade e pretendemos continuar lutando em defesa dessa conquista.

No entanto o grupo de trabalho aberto pelo conselho universitário, com a função de “avaliar a eficácia” das eleições discentes parece estar se encaminhando para a quebra do acordo firmado entre reitoria e estudantes em 2007, e portanto um retrocesso para a democracia da Unicamp.

Os pontos de alteração levantados pelo presidente do GT, Prof. Dr. Marcelo Knobel visam alterar princípios que foram amplamente discutidos entre os estudantes, especificamente:

  • Eleição nominal para representantes discentes

Os estudantes ao questionarem o processo eleitoral da Secretaria Geral defendiam que a eleição não deveria se pautar por afinidades pessoais, mas sim pela escolha do programa a ser defendido pela representação, sendo assim a eleição por chapa, e portanto por programa, prioriza esta concepção.

Mesmo sendo por chapa, as eleições organizadas pelos estudantes nunca impediram ou dificultaram a inscrição e eleição de estudantes individualmente. Muito pelo contrário, as eleições estudantis disponibilizam cota mínima de fotocópias para todas as chapas inscritas, divulgação dos nomes de chapas e integrantes no site do DCE e em cartazes da Comissão Eleitoral, disponíveis em todas as mesas de votação e espalhados pelos institutos e faculdades. Tanto que, de 2007 para cá, muitos foram os representantes eleitos por chapas compostas por apenas um estudante. A divulgação oficial da comissão eleitoral garante também que todo estudante tenha fácil acesso aos nomes dos componentes de todas as chapas. Vale lembrar que as eleições de representantes são feitas com base no percentual que cada chapa obteve perante o total de votos válidos da eleição.

Portanto o atual formato das eleições, se por um lado não impede a diversidade de opiniões, nem restringe a participação individual, por outro lado prioriza o debate de conteúdo programático das diversas opiniões concorrentes.

Defendemos voto em projetos ao invés de voto em indivíduos!

  • Separação das cédulas e urnas das eleições de representantes discentes e do DCE

As eleições estudantis são organizadas pelo Conselho de Centros Acadêmicos e Representantes de Unidades (CRU), uma das maiores instâncias de decisão do Movimento Estudantil da Unicamp (abaixo apenas da Assembleia Geral e do Congresso dos Estudantes da Unicamp), mesma instância que organiza as eleições da coordenação do DCE.

A eleição da representação estudantil, para que seja legítima e autônoma, deve estar necessariamente vinculada a estas instâncias de decisão, por também se tratar de uma representação da categoria estudantil. Sendo assim, se a mesma instância, representando a mesma categoria, organiza os dois processos, não há sentido em separar as eleições para DCE e Representantes Discentes.

Como elementos gerais para a defesa da manutenção do modelo autônomo de eleições estudantis podemos também ressaltar que:

  • A categoria estudantil é uma categoria diferente da categoria dos servidores docentes e dos servidores técnico administrativos. Dentre as diferenças, podemos citar, por exemplo, a ausência de prejuízo direto aos estudantes que não votam nas eleições para a representação (as demais categorias têm salário descontado caso se abstenham das eleições de seus respectivos representantes). Sendo assim, o argumento de que é necessário homogeneizar os processos eleitorais significa tratar de forma artificialmente igual processos de naturezas diferentes entre si.
  • O modelo de organização das eleições estudantis prevê a participação de todas as chapas, dos centros acadêmicos e de quaisquer observadores na garantia da lisura do processo, sendo que a comissão de acompanhamento nunca foi impedida de cumprir sua função. Por outro lado, pudemos observar que nas eleições organizadas pela reitoria para a categoria docente, houve questionamentos sobre sua eficácia, e mesmo sobre seu resultado final, que nem mesmo chegaram e ser julgados pelo Conselho Universitário.

Sendo assim, em nome da democracia na Unicamp, da não ruptura do acordo de desocupação da reitoria em 2007 e do respeito ao conjunto dos estudantes de nossa universidade, solicitamos ao Conselho Universitário que não aprove mudanças na forma de organização das eleições de representação discente que desrespeitem as instâncias do Movimento Estudantil.

Assinam esta carta:

Diretório Central dos Estudantes da Unicamp – DCE

Representantes Discentes no Consu

Bruno Modesto Silvestre

Luis Abner Silva Espinoza

Melissa Ronconi de Oliveira

Representantes Discentes Suplentes no Consu

Bryan Felix da Silva

Gabriel F. N. Carneiro

Marcela Picolli Pavão

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