
Representantes Discentes no CONSUgarantem manutenção do histórico escolar “limpo”.
Reitoria derrotada quer desarticulara Representação Discente
Hoje as decisões da universidade não são tomadas de forma democrática, os docentes representam 70% dos votos no órgão máximo da universidade (o CONSU), os funcionários 15% e os estudantes 15%. Ou seja, um grupo político de professores (não todos) pode ordenar os rumos que a universidade irá tomar. Esta é a nossa democracia.
Durante todos estes ataques os estudantes buscaram o diálogo e, ao contrário do que dizem, é a reitoria quem se nega a conversar, o REItor Fernando “Costa-Quente” está marcado como o reitor que NUNCA se sentou com os estudantes para dialogar, também perseguiu e buscou punir os Estudantes e Trabalhadores que enfrentavam essa situação em busca de mudanças nos rumos da universidade, mudou a forma de repasse às entidades prejudicando a organização e autonomia dos estudantes.
De 2004 a 2006 as eleições dos Representantes Discentes eram organizadas pela Secretaria Geral da Unicamp, mesmo contra a vontade dos estudantes, sendo a participação estudantil extremamente menor que hoje. A conquista de eleições dos representantes realmente organizadas pelos estudantes, só foi ocorreu após assinatura do acordo de desocupação da reitoria no ano de 2007.
De 2007 até hoje, mesmo com todo o autoritarismo as lutas dos estudantes são significativas. Em 2009 com a luta pela vinda de 0,05% do ICMS para o financiamento da FCA em Limeira, em 2010 com discussão e garantia de direitos de permanência estudantil para os estudantes do PROFIS e muitas foram as vitórias, como a manutenção da inserção de créditos no próprio bandejão, abertura do RA na janta e o arquivamento das punições, em perseguição às festas no campus, no ano passado.
A mais recente foi agora em Agosto de 2011, quando a reitoria tentou impedir os estudantes de escolherem entre pedir o histórico de disciplinas completo ou o “limpo”, ou seja, apenas aparecendo as disciplinas nas quais houve aprovação, o que prejudicaria os estudantes na Unicamp em processos externos. No entanto os Representantes Discentes fizeram a proposta de permanência do direito ao histórico “limpo” e conseguiram a vitória, mesmo a contragosto da reitoria.
Mas a reitoria, já estava preparando o “ataque da vez”, alterar o modo como os estudantes elegem os seus representantes para o CONSU e a CCG.O formato atual de eleições foi aprovado pelo Conselho de Representantes de Unidades, órgão representativo dos estudantes (onde votam cada CA e os Representantes de Unidade) que deliberou por eleições por Chapas e junto com a Eleição do DCE, porém a reitoria quer invadir a nossa democracia interna. Na ultima reunião do CONSU, os nossos RD’s encaminharam uma carta mostrando o repúdio e esta ação (ver no site do DCE), conseguindo que o tema fosse retirado de pauta para voltar na próxima sessão, em setembro.
O objetivo dessas alterações é claro, desorganizar o movimento estudantil da UNICAMP Não podemos aceitar que a reitoria desarticule a Representação Discente para conseguir retirar nossos direitos. Quem deve dizer como são escolhidos os representantes são os próprios estudantes!
Fora Hélio!
Desde o semestre passado acompanhamos os escândalos da Prefeitura de Campinas. Vice-Prefeito(Demétrio – PT) preso, mais de vinte mandados de prisão, Primeira Dama foragida da justiça. A razão dos mandados de prisão é a investigação feita pelo Ministério Público acerca de fraudes nos contratos públicos, em especial de licitações relacionadas à Sanasa. Este escândalo de corrupção demonstra o verdadeiro caráter do governo Hélio (PDT), que desde o governo passado, tem protagonizado diversas outras denúncias, como o caso dos funcionários fantasmas da câmara, irregularidades na Emdec, e, agora, o caso da Sanasa. Sem contar os casos das privatizações. Fantasiando-as de OS´s (organizações sociais), o Governo Hélio pretende entregar nas mãos de entidades privadas os serviços de Saúde, Educação, Esporte, Cultura e Lazer da cidade de campinas, assim como já faz com o Hospital Ouro-verde e as Naves Mães.
Após grande pressão da população, a Câmara de Vereadores votou por abrir uma comissão para analisar o impeachment do Prefeito Hélio, o processo está em andamento, mas o afastamento do Prefeito durante este período não ocorreu. Eram necessários 22 votos para afastar o Prefeito, mas apenas 18 vereadores votaram a favor.O relatório final do impeachment tem prazo de 90 dias para ficar pronto, ou seja, no final do mês de Agosto (ainda sem data definida), quando deverá ocorrer a sessão da Câmara de Vereadores que dará o parecer final. Fique atento! Nesta data é importantíssima a participação de tod@s em um grande ato em Frente à Sessão para Derrubarmos o Prefeito!
Entre em http://forahelio.wordpress.com/ para ver os vereadores que votaram contra o afastamento do Prefeito e acompanhar os próximos passos do movimento.
Vem pra Luta Contra o Novo Código Florestal!
Numa época onde a destruição do meio ambiente se torna cada vez mais preocupante, tramita no Congresso uma proposta de desmonte de nossa principal legislação ambiental. Propondo anistiar (perdoar) as multas dos desmatadores, acabar com as reservas de mata nas propriedades privadas, permitir o uso das margens dos rios para atividades agropecuárias, o projeto do novo Código Florestal foi criado para atender aos interesses do que há de mais atrasado na sociedade brasileira. A proposta do deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP) consolida o modelo agrário interessado no lucro rápido, onde o desmatamento é liberado e não importa o manejo sustentável das áreas de produção.
Os danos sociais da proposta também são assustadores: no período em que o Novo Código (anti)Florestal foi discutido, os assassinatos de ambientalistas no campo se multiplicaram e o desmatamento da Amazônia aumentou cinco vezes; o novo Código Florestal simplesmente omite a proteção às reservas indígenas, permitindo que elas sejam desmatadas; prevê uma “bolsa desmatador” eterna para quem restaurar com dinheiro público e conservar uma área após degradá-la, mesmo que se tenha prejudicado por décadas a população da região; e as propriedades improdutivas passam a ser consideradas áreas de “pousio” (descanso), acabando com a reforma agrária no Brasil.
Num país que comporta 1/5 da biodiversidade do planeta, possui 190 milhões de habitantes que necessitam de água limpa e que passa por um processo de desindustrialização, não podemos permitir que esse projeto seja aprovado de forma apressada e truculenta, ignorando os argumentos científicos e a vontade popular.
O MST, a OAB, a CNBB, a Academia Brasileira de Ciências entre outras organizações de peso já se posicionaram contra o novo Código Florestal.
Na UNICAMP, o DCE e vários coletivos de estudantes estão movendo seus esforços para discutir e mobilizar a universidade e a região de Campinas contra esse novo Código (anti)Florestal e este modelo de “desenvolvimento” excludente e predatório, dizemos não a este código dos ruralistas!
Reunião do Núcleo Contras as Alterações
Neste sábado, dia 13 de agosto, a partir das 9h da manhã, os estudantes de diversas universidades se reunirão no DCE da Unicamp para pensar ações conjuntas para barrar o novo Código Florestal. Estão todos convidados para discutir o assunto e se unir às mobilizações!
Programação:
9h00 -Recepção – café da manhã – Traga sua caneca!
10h00 -Roda de apresentações
11h00 -Avaliação das ações realizadas
12h00 – Almoço
13h00 – Análise do contexto político
15h00 – Grupos de discussão sobre propostas de ação e encaminhamentos finais da reunião
17h00 – Encerramento e confraternização
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Prova do ENADE deste ano seleciona quase
todos os cursos da Unicamp

Neste ano estão selecionados para a realização do Exame Nacional de Desempenho do Estudante (ENADE) a maioria dos cursos de graduação da Unicamp (as exceções à portaria normativa são os cursos de Artes Cênicas, Ciências Econômicas, Ciências do Esporte, Comunicação Social, Dança, Enfermagem, Estudos Literários, Farmácia, Fonoaudiologia, Gestão de Comércio Internacional, Políticas Públicas e Agronegócio, Linguística, Medicina, Midialogia, Nutrição, Odontologia e Tecnologia em Sistemas de Telecomunicações).
A educação superior brasileira passa realmente por grandes dificuldades, como a pequena parcela, cerca de 14%, de jovens com acesso ao ensino superior, dentre os quais 74% estão em instituições privadas, e a falta de investimento que acompanhe os projetos de expansão de vagas públicas, de modo a garantir contratação adequada de funcionários e professores, ampliação de estrutura e os programas de permanência estudantil, fundamentais para que a universidade possa realmente se afirmar como pública e gratuita (se estes programas não existirem só consegue permanecer na universidade quem pode pagar pelos custos de moradia, alimentação e outros relacionados).
No entanto a proposta de avaliação do ensino superior do ENADE não se propõe a ser um programa de auxílio ao desenvolvimento do DIREITO à educação superior brasileira, pelo contrário, aprofunda a lógica da educação privada, funcionando como um controle de “qualidade” para as instituições privadas (como o INMETRO funciona para as demais mercadorias), estabelecendo um ranking de universidades e sem previsão de aumento de financiamento para as instituições públicas que passam por dificuldades financeiras e estruturais.
A avaliação já era problemática por estabelecer uma padronização dos cursos, com uma prova igual para avaliar todos os cursos de uma determinada área no país inteiro, o que cerceia o papel da universidade pública como impulsionadora no desenvolvimento de novas e diversas idéias artísticas, culturais, científicas e tecnológicas para o Brasil e para sua diversidade de regiões e problemas crônicos. Mas a situação piorou com a nova sistemática utilizada, que ao invés de comparar o resultado de calouros e formandos na mesma prova, agora vai comparar o resultado de dois instrumentos diferentes com propósitos diferentes, o ENEM (para os calouros) e o ENADE (para formandos).
No dia 16/08, terça-feira, realizaremos uma reunião do CRU (Conselho de Representantes de Unidades) às 12h no DCE, para discutir o ENADE e propor ações para o Movimento Estudantil da Unicamp. Nesta reunião os Centros Acadêmicos e Representantes de Unidades tomam decisões para a organização estudantil, mas todo mundo pode participar da discussão e contribuir para a construção coletiva dos debates. Venha participar!
Violência Contra a Mulher
A violência contra a mulher é uma realidade em nossa sociedade, seja nas ruas, na universidade ou até mesmo dentro de casa. Tal violência se manifesta de diversas maneiras e em graus distintos, desde a psicológica até a sexual. Todas essas formas, no entanto, se baseiam na opressão histórica às mulheres, o machismo, que coloca a mulher em uma posição subalterna e vulnerável. Estima-se que cerca de 63% das mulheres já tenham sofrido algum tipo de violência, sendo que destas, 75% são casos de violência doméstica, praticada por familiares ou companheiros. Além disso, a cada ano são registrados 15 mil casos de estupro no país.
Em Campinas, a situação não é diferente: a cada 13 horas uma mulher é estuprada em nossa cidade, sem contar outros casos, como agressões, assédios nos locais de trabalho ou estudo e tantos outros que ocorrem cotidianamente e são vistos como normais.
Enquanto isso na Unicamp
No início do ano, houve várias tentativas e casos de estupro dentro e nos arredores da Unicamp. Da reitoria, foram cobrados posicionamentos públicos e medidas que coibissem tal violência, mas a resposta que obtivemos foi nenhuma. A iluminação das áreas afastadas e escuras, a contratação de seguranças via concurso público e com treinamento adequada, a volta da escolta noturna foram simplesmente ignorados pela reitoria, que ao invés de atender às reivindicações e às demandas das mulheres, ajudou a abafar os casos perante a mídia.
O DCE lançou, no mesmo período, uma campanha contra a violência às mulheres, divulgando em nosso jornal textos sobre o tema, realizando debates na Semana de Movimentos Sociais e uma campanha visual com um adesivo divulgando o número da Central de Atendimento a Mulher (180). É fundamental que esse debate seja feito permanentemente dentro da Universidade e, sobretudo, que as mulheres estudantes se organizem em torno desta pauta tão importante para todas nós.
Nas férias…
Agora durante as férias todas ficaram alarmadas com a quantidade de casos de agressões, perseguições e estupros que foram noticiados em Barão Geraldo. As mulheres estão assustadas, não podem mais andar sozinhas na rua, e ainda escutamos do Delegado que “o número de casos de estupro está dentro da normalidade”, e mais uma vez a reitoria não toma providências, apoiando-se no argumento de que “da grade para fora não é mais problema da Universidade”.
Diante destes fatos, com muita indignação, as mulheres não tardaram a se organizar. Antes do início das aulas, foi criado um comitê contra a violência às mulheres, reunindo diversos setores que estão dispostos a encampar essa luta. Mais do que nunca, as mulheres não podem se calar, devemos nos unir em um coro só: Violência sexual é crime, e a culpa nunca é da vítima!!!
Mesa de debate sobre violência sexualDia 10/08, quarta, às 18h, no saguão do PB
Ato contra a violência às mulheresDia 11/08, quinta, às 15h, no Balão da Avenida 1

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