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Informe Eletrônico #1 – Gestão Rompendo Amarras

Assembléia Geral dos Estudantes da Unicamp consolida apoio à greve dos trabalhadores da Unicamp

Hoje, 23/11, reunidos em Assembléia Geral, os estudantes da Unicamp lotaram o saguão do PB para debater a greve dos trabalhadores e votaram mais uma vez pelo apoio à greve, reforçando que a pauta dos servidores técnico administrativos da universidade é justa e que já passou da hora da reitoria deixar de ser intransigente e apresentar propostas reais!

 

Ato no Consu

Na terça-feira (29/11) haverá um grande ato pela ISONOMIA em frente ao prédio do CONSU, onde estará acontecendo a reunião do conselho universitário. Os estudantes se concentrarão no PB às 9h da manhã e seguirão em passeata até a reitoria.

Acampamento

Desde quarta (23/11) os trabalhadores da Unicamp estão acampados em frente à reitoria aguardando a reunião de negociação com a reitoria, que se nega a negociar com os trabalhadores e, mais uma vez, não recebeu o sindicato alegando que não havia nenhum representante no prédio (isso durante o dia todo).

A luta pela isonomia continua forte e com grande adesão dos funcionários!

Venha também ocupar a frente da reitoria! Traga sua barraca!

Reunião de Organização da Calourada Integrada

Na segunda-feira (28/11) às 12h30 acontecerá no DCE* a primeira reunião de organização da Calourada Integrada 2012. Convidamos todos os Centros Acadêmicos, Atléticas e Comissões de Trote para participarem, assim como qualquer estudantes que queira ajudar na recepção aos ingressantes do ano quem!

*devido à reforma do ciclo básico, a entrada do DCE será pela parte de trás do prédio.

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10% do PIB para a Educação Já! – Ato Cultural dia 15/10

 

 

Ato Cultural de Lançamento da Campanha pelos 10% do PIB para a Educação Já em Campinas

às 10h na Praça em frente à Catedral

Muitos são os desafios para o desenvolvimento da educação brasileira. Desde a falta de vagas nas creches, as salas superlotadas na educação básica, a péssima remuneração do professorado, os altos índices de analfabetismo, até o cenário terrível do ensino superior, onde apenas 14% da juventude tem acesso, sendo que 75% das vagas de ensino superior estão nas instituições privadas e as instituições públicas vem sendo desmontadas pela restrição do financiamento. A educação brasileira em todos os níveis precisa de grandes esforços para que seja realmente um direito de todos.

No final dos anos 90 os movimentos sociais brasileiros uniram grandes esforços para criar um Plano Nacional de Educação que pudesse dar conta de superar estes lamentáveis problemas. Neste plano além das medidas específicas para cada área foi estabelecida uma reivindicação fundamental para sua realização: a meta de que o valor destinando pelos governos ao financiamento do direito à educação pública deveria corresponder a 10% do PIB nacional.

No congresso nacional o plano proposto pela população foi profundamente modificado, sendo que o Dep. Fed. Nelson Marchesan (PSDB) apresentou um projeto substitutivo que rebaixava a meta de financiamento para 7% do PIB a serem atingidos até o ano de 2010. Porém, mesmo esta meta reduzida foi vetada pelo presidente Fernando Henrique (PSDB), sendo que Lula (PT) manteve o vergonhoso veto durante seus dois mandatos.

O novo Plano Nacional de Educação proposto pelo governo Dilma (PT), além de bastante frágil em seu conjunto de metas, estabelece para o financiamento os mesmos 7% propostos pelo PSDB no congresso nacional para 2010, mas com um atraso de 10 anos que empurra a meta para o ano de 2020.

Por isso neste dia 15, o comitê de Campinas fará o lançamento da campanha pelos 10% do PIB para a Educação aqui em nossa cidade, aproveitando a mobilização que ocorrerá em nível mundial pelo 15-O “dia mundial de ocupação de praças”, o ato contará com aula pública e atividades culturais; ocuparemos as praças exigindo financiamento público para a educação pública, por 10% do PIB para a Educação Pública JÁ!!!

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Informe Eletrônico #6 – DCE Unicamp

 

Representantes Discentes no CONSUgarantem manutenção do histórico escolar “limpo”.

Reitoria derrotada quer desarticulara Representação Discente

Hoje as decisões da universidade não são tomadas de forma democrática, os docentes representam 70% dos votos no órgão máximo da universidade (o CONSU), os funcionários 15% e os estudantes 15%. Ou seja, um grupo político de professores (não todos) pode ordenar os rumos que a universidade irá tomar. Esta é a nossa democracia.

Durante todos estes ataques os estudantes buscaram o diálogo e, ao contrário do que dizem, é a reitoria quem se nega a conversar, o REItor Fernando “Costa-Quente” está marcado como o reitor que NUNCA se sentou com os estudantes para dialogar, também perseguiu e buscou punir os Estudantes e Trabalhadores que enfrentavam essa situação em busca de mudanças nos rumos da universidade, mudou a forma de repasse às entidades prejudicando a organização e autonomia dos estudantes.

De 2004 a 2006 as eleições dos Representantes Discentes eram organizadas pela Secretaria Geral da Unicamp, mesmo contra a vontade dos estudantes, sendo a participação estudantil extremamente menor que hoje. A conquista de eleições dos representantes realmente organizadas pelos estudantes, só foi ocorreu após assinatura do acordo de desocupação da reitoria no ano de 2007.

De 2007 até hoje, mesmo com todo o autoritarismo as lutas dos estudantes são significativas. Em 2009 com a luta pela vinda de 0,05% do ICMS para o financiamento da FCA em Limeira, em 2010 com discussão e garantia de direitos de permanência estudantil para os estudantes do PROFIS e muitas foram as vitórias, como a manutenção da inserção de créditos no próprio bandejão, abertura do RA na janta e o arquivamento das punições, em perseguição às festas no campus, no ano passado.

A mais recente foi agora em Agosto de 2011, quando a reitoria tentou impedir os estudantes de escolherem entre pedir o histórico de disciplinas completo ou o “limpo”, ou seja, apenas aparecendo as disciplinas nas quais houve aprovação, o que prejudicaria os estudantes na Unicamp em processos externos. No entanto os Representantes Discentes fizeram a proposta de permanência do direito ao histórico “limpo” e conseguiram a vitória, mesmo a contragosto da reitoria.

Mas a reitoria, já estava preparando o “ataque da vez”, alterar o modo como os estudantes elegem os seus representantes para o CONSU e a CCG.O formato atual de eleições foi aprovado pelo Conselho de Representantes de Unidades, órgão representativo dos estudantes (onde votam cada CA e os Representantes de Unidade) que deliberou por eleições por Chapas e junto com a Eleição do DCE, porém a reitoria quer invadir a nossa democracia interna. Na ultima reunião do CONSU, os nossos RD’s encaminharam uma carta mostrando o repúdio e esta ação (ver no site do DCE), conseguindo que o tema fosse retirado de pauta para voltar na próxima sessão, em setembro.

O objetivo dessas alterações é claro, desorganizar o movimento estudantil da UNICAMP Não podemos aceitar que a reitoria desarticule a Representação Discente para conseguir retirar nossos direitos. Quem deve dizer como são escolhidos os representantes são os próprios estudantes!

Fora Hélio!

Desde o semestre passado acompanhamos os escândalos da Prefeitura de Campinas. Vice-Prefeito(Demétrio – PT) preso, mais de vinte mandados de prisão,  Primeira Dama foragida da justiça. A razão dos mandados de prisão é a investigação feita pelo Ministério Público acerca de fraudes nos contratos públicos, em especial de licitações relacionadas à Sanasa. Este escândalo de corrupção demonstra o verdadeiro caráter do governo Hélio (PDT), que desde o governo passado, tem protagonizado diversas outras denúncias, como o caso dos funcionários fantasmas da câmara, irregularidades na Emdec, e, agora, o caso da Sanasa. Sem contar os casos das privatizações. Fantasiando-as de OS´s (organizações sociais), o Governo Hélio pretende entregar nas mãos de entidades privadas os serviços de Saúde, Educação, Esporte, Cultura e Lazer da cidade de campinas, assim como já faz com o Hospital Ouro-verde e as Naves Mães.

Após grande pressão da população, a Câmara de Vereadores votou por abrir uma comissão para analisar o impeachment do Prefeito Hélio, o processo está em andamento, mas o afastamento do Prefeito durante este período não ocorreu. Eram necessários 22 votos para afastar o Prefeito, mas apenas 18 vereadores votaram a favor.O relatório final do impeachment tem prazo de 90 dias para ficar pronto, ou seja, no final do mês de Agosto (ainda sem data definida), quando deverá ocorrer a sessão da Câmara de Vereadores que dará o parecer final. Fique atento! Nesta data é importantíssima a participação de tod@s em um grande ato em Frente à Sessão para Derrubarmos o Prefeito!

Entre em http://forahelio.wordpress.com/ para ver os vereadores que votaram contra o afastamento do Prefeito e acompanhar os próximos passos do movimento.

Vem pra Luta Contra o Novo Código Florestal!

Numa época onde a destruição do meio ambiente se torna cada vez mais preocupante, tramita no Congresso uma proposta de desmonte de nossa principal legislação ambiental. Propondo anistiar (perdoar) as multas dos desmatadores, acabar com as reservas de mata nas propriedades privadas, permitir o uso das margens dos rios para atividades agropecuárias, o projeto do novo Código Florestal foi criado para atender aos interesses do que há de mais atrasado na sociedade brasileira. A proposta do deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP) consolida o modelo agrário interessado no lucro rápido, onde o desmatamento é liberado e não importa o manejo sustentável das áreas de produção.

Os danos sociais da proposta também são assustadores: no período em que o Novo Código (anti)Florestal foi discutido, os assassinatos de ambientalistas no campo se multiplicaram e o desmatamento da Amazônia aumentou cinco vezes; o novo Código Florestal simplesmente omite a proteção às reservas indígenas, permitindo que elas sejam desmatadas; prevê uma “bolsa desmatador” eterna para quem restaurar com dinheiro público e conservar uma área após degradá-la, mesmo que se tenha prejudicado por décadas a população da região; e as propriedades improdutivas passam a ser consideradas áreas de “pousio” (descanso), acabando com a reforma agrária no Brasil.

Num país que comporta 1/5 da biodiversidade do planeta, possui 190 milhões de habitantes que necessitam de água limpa e que passa por um processo de desindustrialização, não podemos permitir que esse projeto seja aprovado de forma apressada e truculenta, ignorando os argumentos científicos e a vontade popular.

O MST, a OAB, a CNBB, a Academia Brasileira de Ciências entre outras organizações de peso já se posicionaram contra o novo Código Florestal.

Na UNICAMP, o DCE e vários coletivos de estudantes estão movendo seus esforços para discutir e mobilizar a universidade e a região de Campinas contra esse novo Código (anti)Florestal e este modelo de “desenvolvimento” excludente e predatório, dizemos não a este código dos ruralistas!

Reunião do Núcleo Contras as Alterações

Neste sábado, dia 13 de agosto,  a partir das 9h da manhã, os estudantes de diversas universidades se reunirão no DCE da Unicamp para pensar ações conjuntas para barrar o novo Código Florestal. Estão todos convidados para discutir o assunto e se unir às mobilizações!

 

Programação:

9h00 -Recepção – café da manhã – Traga sua caneca!

10h00 -Roda de apresentações

11h00 -Avaliação das ações realizadas

12h00 – Almoço

13h00 – Análise do contexto político

15h00 – Grupos de discussão sobre propostas de ação e encaminhamentos finais da reunião

17h00 – Encerramento e confraternização

 

 

Prova do ENADE deste ano seleciona quase

todos os cursos da Unicamp

Neste ano estão selecionados para a realização do Exame Nacional de Desempenho do Estudante (ENADE) a maioria dos cursos de graduação da Unicamp (as exceções à portaria normativa são os cursos de Artes Cênicas, Ciências Econômicas, Ciências do Esporte, Comunicação Social, Dança, Enfermagem, Estudos Literários, Farmácia, Fonoaudiologia, Gestão de Comércio Internacional, Políticas Públicas e Agronegócio, Linguística, Medicina, Midialogia, Nutrição, Odontologia e Tecnologia em Sistemas de Telecomunicações).

A educação superior brasileira passa realmente por grandes dificuldades, como a pequena parcela, cerca de 14%, de jovens com acesso ao ensino superior, dentre os quais 74% estão em instituições privadas, e a falta de investimento que acompanhe os projetos de expansão de vagas públicas, de modo a garantir contratação adequada de funcionários e professores, ampliação de estrutura e os programas de permanência estudantil, fundamentais para que a universidade possa realmente se afirmar como pública e gratuita (se estes programas não existirem só consegue permanecer na universidade quem pode pagar pelos custos de moradia, alimentação e outros relacionados).

No entanto a proposta de avaliação do ensino superior do ENADE não se propõe a ser um programa de auxílio ao desenvolvimento do DIREITO à educação superior brasileira, pelo contrário, aprofunda a lógica da educação privada, funcionando como um controle de “qualidade” para as instituições privadas (como o INMETRO funciona para as demais mercadorias), estabelecendo um ranking de universidades e sem previsão de aumento de financiamento para as instituições públicas que passam por dificuldades financeiras e estruturais.

A avaliação já era problemática por estabelecer uma padronização dos cursos, com uma prova igual para avaliar todos os cursos de uma determinada área no país inteiro, o que cerceia o papel da universidade pública como impulsionadora no desenvolvimento de novas e diversas idéias artísticas, culturais, científicas e tecnológicas para o Brasil e para sua diversidade de regiões e problemas crônicos. Mas a situação piorou com a nova sistemática utilizada, que ao invés de comparar o resultado de calouros e formandos na mesma prova, agora vai comparar o resultado de dois instrumentos diferentes com propósitos diferentes, o ENEM (para os calouros) e o ENADE (para formandos).

No dia 16/08, terça-feira, realizaremos uma reunião do CRU (Conselho de Representantes de Unidades) às 12h no DCE, para discutir o ENADE e propor ações para o Movimento Estudantil da Unicamp. Nesta reunião os Centros Acadêmicos e Representantes de Unidades tomam decisões para a organização estudantil, mas todo mundo pode participar da discussão e contribuir para a construção coletiva dos debates. Venha participar!

Violência Contra a Mulher

A violência contra a mulher é uma realidade em nossa sociedade, seja nas ruas, na universidade ou até mesmo dentro de casa. Tal violência se manifesta de diversas maneiras e em graus distintos, desde a psicológica até a sexual. Todas essas formas, no entanto, se baseiam na opressão histórica às mulheres, o machismo, que coloca a mulher em uma posição subalterna e vulnerável. Estima-se que cerca de 63% das mulheres já tenham sofrido algum tipo de violência, sendo que destas, 75% são casos de violência doméstica, praticada por familiares ou companheiros. Além disso, a cada ano são registrados 15 mil casos de estupro no país.

Em Campinas, a situação não é diferente: a cada 13 horas uma mulher é estuprada em nossa cidade, sem contar outros casos, como agressões, assédios nos locais de trabalho ou estudo e tantos outros que ocorrem cotidianamente e são vistos como normais.

Enquanto isso na Unicamp

No início do ano, houve várias tentativas e casos de estupro dentro e nos arredores da Unicamp. Da reitoria, foram cobrados posicionamentos públicos e medidas que coibissem tal violência, mas a resposta que obtivemos foi nenhuma. A iluminação das áreas afastadas e escuras, a contratação de seguranças via concurso público e com treinamento adequada, a volta da escolta noturna foram simplesmente ignorados pela reitoria, que ao invés de atender às reivindicações e às demandas das mulheres, ajudou a abafar os casos perante a mídia.

O DCE lançou, no mesmo período, uma campanha contra a violência às mulheres, divulgando em nosso jornal textos sobre o tema, realizando debates na Semana de Movimentos Sociais e uma campanha visual com um adesivo divulgando o número da Central de Atendimento a Mulher (180). É fundamental que esse debate seja feito permanentemente dentro da Universidade e, sobretudo, que as mulheres estudantes se organizem em torno desta pauta tão importante para todas nós.

Nas férias…

Agora durante as férias todas ficaram alarmadas com a quantidade de casos de agressões, perseguições e estupros que foram noticiados em Barão Geraldo. As mulheres estão assustadas, não podem mais andar sozinhas na rua, e ainda escutamos do Delegado que “o número de casos de estupro está dentro da normalidade”, e mais uma vez a reitoria não toma providências, apoiando-se no argumento de que “da grade para fora não é mais problema da Universidade”.

Diante destes fatos, com muita indignação, as mulheres não tardaram a se organizar. Antes do início das aulas, foi criado um comitê contra a violência às mulheres, reunindo diversos setores que estão dispostos a encampar essa luta. Mais do que nunca, as mulheres não podem se calar, devemos nos unir em um coro só: Violência sexual é crime, e a culpa nunca é da vítima!!!

Mesa de debate sobre violência sexualDia 10/08, quarta, às 18h, no saguão do PB

Ato contra a violência às mulheresDia 11/08, quinta, às 15h, no Balão da Avenida 1


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Informe Eletrônico DCE Unicamp #5

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Movimentar-se pra que?

Em 2010, 1.216 famílias foram expulsas de suas terras rumo às favelas das grandes cidades no Brasil. A cada mês, 10 travestis são mortos, e a cada 25 segundos uma mulher é agredida no nosso país. De que forma nos posicionamos frente a esses problemas?Entre os dias 11 e 18 de junho acontece na Unicamp a 4ª Semana de Movimentos Sociais. Organizada pelo DCE e pelos Centros Acadêmicos com diversas atividades, a Semana tem como objetivo estimular os estudantes a ter contato e a refletir sobre a realidade de quem se organiza para combater os problemas estruturais da sociedade.

O que a universidade tema ver com a desigualdade?

Cada vez mais trata-se como se fosse ridículo afirmar que é proibido haverem cursos pagos na Unicamp, que o trabalho e a educação são direitos de todos e que a extensão deveria ser parte essencial da universidade publica. Todos esses debates estavam em evidencia na época em que foram escritas a Constituição e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, mas hoje parece haver uma cortina de fumaça em volta dos problemas sociais. O desrespeito aos direitos básicos, e sua eventual perda, vão se tornando a regra, como é o caso do Código Florestal, enquanto quem se mobiliza por justiça cada vez mais é retratado pela mídia como criminoso.

Curiosidades

MST

O MST, movimento histórico em defesa da reforma agrária, surgiu em 1984, no auge das lutas operárias contra a ditadura militar e pela redemocratização. Como muito se sabe, desde o período colonial, a estrutura da terra foi muito concentrada, desde o sistema de sesmarias implementado nas capitanias hereditárias, passando, no período imperial, pela lei de terras, que consagra a terra uma mercadoria e a concentra ainda mais, de modo a expandir a produção cafeeira. E em todo o período posterior, a estrutura fundiária continuou extremamente conservadora, mesmo com todas as transformações econômicas pelas quais o país passou nos últimos anos. O campo, dessa maneira, sempre foi um lugar muito injusto, sediando as maiores relações de exploração. Tal situação levou os trabalhadores do campo a se organizarem em torno da luta pela reforma agrária, fazendo com que o MST seja, hoje, o maior movimento social do país e um dos principais da América Latina.

Punições aos MovimentosSociais na Unicamp

Você sabia que a reitoria da Unicamp abriu processos judiciais contra 9 funcionários e processos de sindicância contra 5 estudantes? No caso dos funcionários os processos foram abertos em represália às movimentações de greve do ano passado, quando os trabalhadores protestavam por melhores condições de trabalho e salário, já os estudantes estão sendo punidos por se mobilizarem pelo direito à Moradia Estudantil, uma das únicas formas de permitir que o estudante com baixa renda possa se manter estudando.O mais contraditório é que a mesma reitoria que abre esses processos prometeu, em 2009, que utilizaria o excedente de arrecadação deste ano em benefício dos funcionários e, em 1989, prometeu que construiria 1500 vagas de Moradia Estudantil. Pois é, nem uma das duas promessas foi cumprida e agora as pessoas que exigem que a reitoria cumpra sua palavra estão sendo processadas.

 

Programação

11 de Junho – sábado

  • Festa do Identidade – maiores informações aqui

14 de Junho – terça-feira

  • 12h :: no Salão Nobre da Faculdade de Educação (FE) :: Grupo de discussão: Mulher e o Mundo do trabalho e os desafios feministas
    • IRENE – Direito da PUC SÃO PAULO do coletivo YABÁ
  • 17h :: no Saguão da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) :: Grupo de discussão: O Movimento Feminista frente a violência da mulher
    • Thalia – Professora
  • 18h :: na Sala IB07 – Instituto de Geociências (IG) :: O Movimento Negro, suas bandeiras incluindo o papel das cotas nas universidades
    • Douglas da UNEAFRO

15 de Junho – quarta-feira

  • 20h :: na sala PA03 na Faculdade de Tecnologia (FT) :: Mesa: O Código Florestal e Suas Alterações.
    • Professor Fernando Rei – formado em direito e professor de Legislação Ambiental;
    • Letícia Couto – doutorando do Instituto de Biologia da Unicamp;
    • Representante da USP;

16 de Junho – quinta-feira

  • 12h :: no Centro Acadêmico da Educação Física (CAEF) :: Grupo de Discussão: Diversidade Sexual e a Criminalização da Homofobia.
    • Rodrigo Braga- Grupo Identidade;
  • 18h :: no Centro Acadêmico do IEL (CAL) :: Oficina: Identidades Homossexual (LGTTB) e Exibição dos Filmes Presentes no Kit Contra Homofobia.
    • Rodrigo Braga – Grupo Identidade;

17 de Junho – sexta-feira

  • atividade do Cursinho do DCE Unicamp :: aula: Movimento Negro.
    • Sérgio Henrique Teixeira – Professor de Geografia;

18 de Junho – sábado

  • Visita ao Acampamento do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) Milton Santos ::aula: Movimento Negro.
    • ônibus saindo de Campinas
      • 13h no Centro (Prefeitura);
      • 13h30 no estacionamento da biblioteca central
    • ônibus saindo de Limeira
      • 13h30 na guarita da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA)
      • 13h50 na guarita da Facultade de Tecnologia (FT)
    • ônibus saindo de Piracicaba
      • 13h00 na guarita da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP)
    • as inscrições no ônibus devem ser feitas aqui no site do DCE.
  • 16h :: No Acampamento Milton Santos :: Mesa: Criminalização dos Movimentos Sociais.

 


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Informe Eletrônico #4 – DCE Unicamp

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Agenda

  • 27 de Maio (sexta-feira)
    • 9h :: Manifestação na reitoria e apresentação da pauta específica de reivindicações dos estudantes da Unicamp – Por moradia, bandejão, mais professores, mais verbas, intercampi e contra as punições
      quem luta por educação não deve ser punido!
  • 11 à 18 de Junho – IV Semana dos Movimentos Sociais

Por moradia, bandejão, mais professores, mais verbas, intercamp e contra as punições

A pauta específica dos estudantes na campanha unificada

Mês de Maio tradicionalmente é conhecido como o mês das campanhas salariais. No caso da Unicamp e das demais universidades estaduais paulistas, é quando os professores, funcionários e estudantes organizam uma pauta comum para negociar com os Reitores. É quando acontecem muitas paralisações, atos, intervenções culturais e até mesmo greves, já que nossas reivindicações só são atendidas quando o movimento está forte e pressionando as Reitorias.

Além da pauta comum entre as três categorias das três universidades – que envolve desde a reivindicação salarial, a discussão sobre terceirização, permanência estudantil e aumento do financiamento estadual para as universidades – cada categoria em sua universidade elabora um documento específico com as suas reivindicações para negociar com seu respectivo Reitor. No nosso caso, nossa “pauta” incluí diversos problemas que afetam o cotidiano estudantil e que vem sendo ignorados pela reitoria há muito tempo. É justamente com o intuito de pressionar a Reitoria para que ela atenda a essas reivindicações, que quinta-feira realizaremos um ATO, em frente à Reitoria, exigindo negociação destes pontos. Por isso, é importante comparecer e engrossar esta  manifestação, porque é só com muita organização e pressão que obteremos vitórias.

Sexta-feira, 9h, vamos ao ato na REItoria lutar por:

Construção do bandejões:
Já estamos cansados de perder as duas horas de almoço numa fila imensa do RU II (bandejão central). E não basta a fila para entrar, é fila pra pegar comida, para pegar suco, pra deixar a bandeja… Enfim, é muito evidente que o bandejão não dá conta de atender sua demanda, isso sem contar as péssimas condições de infra-estrutura, que resultaram numa cachoeira de chuva em cima de suas mesas neste último verão. A Reitoria, desde 2003, vem prometendo que vai construir mais bandejões, mas até agora nada! Fruto de diversos atos e pula-catracas que fizemos, a obra começou, mas a sua última previsão de entrega, que era Abril, já expirou. Até quando ficaremos tendo que pegar essas filas enormes? Além disso, em Limeira, a FCA abriu sem bandejão, apesar de estar previsto no seu projeto, e até agora nada dele ser construído…

Ampliação da Moradia e construção das Moradias de Limeira e Piracicaba:
Há vinte anos que a Moradia Estudantil foi entregue e até agora seu projeto inicial que previa 1500 vagas ainda não foi concluído. Ademais, essa quantia de vagas em 1989 visava a abarcar 10% dos estudantes da Unicamp. Hoje em dia, esse número teria que ser bem maior, cerca de 3300 vagas. A conseqüência dessa impossibilidade de atendimento à demanda é que muitos estudantes não conseguem vagas como oficiais e são obrigados a morar como hóspedes nas casas da Moras – e com isso, moram 5, 6 ou até mais pessoas numa casa projetada para 4 moradores! Além disso, Limeira abarca mais de três mil estudantes, tem uma demanda enorme, e mesmo assim, a Reitoria se nega a discutir a construção de Moradia lá. O mesmo ocorre em Piracicaba, com cerca de 1000 estudantes.

Retirada Imediada dos Processos de Punição aos estudantes e funcionários:
Sistematicamente a Reitoria vem tentando punir estudantes e funcionários que se organizam dentro do campus. No ano passado, foram diversos estudantes sindicados pela realização de festas. A PM entrou no campus pra proibir o IFCHSTOCK. Neste ano, a reitoria abriu um processo criminal contra nove funcionários grevistas e uma sindicância interna contra cinco estudantes que teriam participado da ocupação da Administração da Moradia.

No acordo assinado em 1987 com os estudantes a reitoria autorizava os estudantes a ocuparem outro espaço do campus caso a promessa de 1500 vagas não fosse cumprida. Pois é, eles não cumpriram e agora querem punir os estudantes por exigirem esse direito.

Como vimos nos casos de 2010 e de antes mesmo, essa postura truculenta pára quando nossa mobilização aumenta – por isso é importante a presença nos atos, assembléias e paralisações, como forma de solidariedade e de afirmação da causa justíssima pela qual estamos lutando, deixando claro que nenhuma ação truculenta da reitoria passou ou passará batida pelo movimento estudantil organizado!

Confira a pauta completa aqui.

Em defesa das Florestas Brasileiras – Contra as alterações no Código Florestal

Na semana passada, foi à votaçao na Camara dos Deputados o projeto de lei  que visa a alterar o “Código Florestal”. O relatório dessas alterações,de autoria deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP), enfraquece as leis que protegem as florestas, além de incentivar a ocupação de encostas de morros e margens de rios nas cidades brasileiras, colocando mais gente em áreas de risco. Essas mudanças propostas aumentarão o desmatamento das florestas, provocando mais emissões de gases que causam as mudanças climáticas e perda de biodiversidade. Na zona urbana, as alterações podem acarretar problemas no abastecimento de água, além de agravar deslizamentos de terra e enchentes. Nesta ocasião, a votação foi postergada, entretanto, um acordo entre o governo e a bancada ruralista deve fazer retornar esta discussão à Câmara nesta semana – prevista para terça, em que  serão votados o relatório de Aldo Rebelo e uma emenda do PMDB, que permite o avanço da agricultura sobre as Áreas de Preservação Permanente, favorecendo ainda mais o agronegócio. Neste domingo, houve uma manifestação em São Paulo contra essas mudanças no Código Florestal. Neste momento, é preciso muita pressão para adiar a votação e impedir este retrocesso na nossa legislação ambiental.

Fora Hélio! Escândalos de corrupção vem à tona na cidade de Campinas

Na semana passada, foram decretados mandados de prisão para 20 políticos e empresários da região de Campinas. Entre estes, estão o vice-prefeito da cidade Demétrio Vilagra (PT), o Secretario municipal de Segurança, Carlos Henrique Pinto (PDT) e o secretário de Comunicação, Francisco Lagos. Os três já são considerados foragidos.
A razão dos mandados de prisão é a investigação feita pelo Ministério Público acerca de fraudes nos contratos públicos, em especial de licitações relacionadas à Sanasa. Este escândalo de corrupção demonstra o verdadeiro caráter do governo Hélio, que desde o governo passado, tem protagonizado diversas outras denúncias, como o caso dos funcionários fantasmas da câmara, irregularidades na Emdec, e, agora, o caso da Sanasa.

Na sexta feira, houve um grande ato que combinou manifestações dos servidores municipais, que estão em greve desde a semana retrasada, e os delegados da conferência municipal de saúde, que aconteceu neste fim de semana. Os manifestantes, numa grande passeata, exigiam o afastamento imediato do prefeito Hélio para a apuração das demais denúncias pelo Ministério Público.

Nesta Segunda (23/05) 800 manifestantes incluindo muitos estudantes da Unicamp foram à câmara municipal exigir a abertura de uma comissão para avaliar o impeachment, que foi conquistado por pressão popular.
O DCE estava lá no combate à corrupção da prefeitura!

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Informe Eletrônico #2 – gestão “Cantando por Liberdade” 2010/2011

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Agenda

 

Contra as Punições e por Melhores Condições de Permanência Estudantil

Na segunda-feira (18/04) a partir das 12h faremos um ato lúdico lembrando que há 11 anos foi prometida a reconstrução do bandejão 1 e até hoje ele não foi entregue, além do bandejão da FCA em Limeira que ainda não está pronto.

Durante o Ato vamos coletar assinaturas para o abaixo assinado contra a criminalização das lutas de estudantes e funcionários da Unicamp.

Por volta das 13h30 vamos subir até a REItoria para manifestar nosso apoio aos estudantes que estão sendo sindicados em decorrência da ocupação da administração da moradia, que teve como pautas:

  • mais vagas de moradia
  • mais espaços de socialização
  • por democracia no conselho deliberativo da moradia
  • pela construção de moradia em Limeira e Piracicaba

Junte-se a essa luta!

  • Quer entender melhor as punições aos estudantes? clique aqui!
  • Quer entender melhor a ocupação da administração da moradia? clique aqui

 

Abaixo Assinado - CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DAS LUTAS DE ESTUDANTES E FUNCIONÁRIOS DA UNICAMP!

Manifestamos, através deste documento, nossa indignação quanto ao processo de criminalização das lutas de estudantes e funcionários da UNICAMP. Neste momento, cinco alunos, entre graduandos e pós-graduandos (mestrado e doutorado), estão sofrendo processo disciplinar por parte da reitoria da Unicamp por, após reiteradas negativas da reitoria de dialogar, terem ocupado o prédio da Administração da Moradia com o objetivo de lutar por mais vagas. Hoje temos menos de 1.000 vagas para o total de 32.772 estudantes. A intensificação desta política de repressão pode levar à expulsão destes estudantes, mas isto, nem de longe, atacaria o problema real.

Com relação aos funcionários, as punições se referem ao fato de os trabalhadores terem se utilizado de seu direito historicamente adquiro de greve. Da mesma forma como ocorreu com os estudantes, a reitoria se recusou em discutir as pautas da greve, e agora está processando administrativa, cível e criminalmente nove trabalhadores por danos morais e materiais, violência e perturbação da ordem.

Em ambos os casos houve intervenção da polícia militar e individualização das responsabilizações dos movimentos, na forma de punição exemplar.

Por compreender que a primazia da repressão – em detrimento do diálogo – contradiz o largo consenso da comunidade universitária sobre a importância dos movimentos sociais organizados na efetivação da democracia, recomendamos veementemente a retirada do processo com o aprofundamento do diálogo político.
Versão em pdf – imprima e ajude a coletar assinaturas!

Eleição de Delegados aos Congressos da União Nacional dos Estudantes (CONUNE) e da União Estadual dos Estudantes (CONUEE)

 

Esses congressos acontecem a cada dois e definem as pautas da UNE (União Nacional dos Estudantes) e da UEE (União Estadual dos Estudantes) para os próximos dois anos. São espaços do qual participam estudantes de todo o país. Conforme aprovado no IX Congresso dos Estudantes da Unicamp, o DCE constrói a Oposição de Esquerda da UNE.

Na semana do dia 18 de abril será divulgado o edital de convocação das eleições. Fique atento!

 

IV Semana dos Movimentos Sociais

No dia 25 de Abril (terça-feira) às 12h haverá uma reunião no DCE para começar a organizar a IV Semana dos Movimentos Sociais, que é um evento realizado a cada dois anos pelo DCE e tem como objetivo debater melhor a atuação destes com a universidade e com a sociedade.

Venha construir junto!

 

 

Avaliação de Curso

Dia 10 de Maio é o dia institucional de avaliação de curso, ou seja, o dia em que todos os estudantestêm dispensa das aulas para debater os problemas do seu curso (falta de professor, falta de estrutura, permanência estudantil, dentre outros).

Converse com o seu Centro Acadêmica e participe esse espaço que é um direito seu!

Lembre-se: todos os estudantes possuem dispensa, então você não ficará com falta e também não perderá prova ou teste enquanto estiver participando da reunião de avaliação de curso!

Jornal do DCE

Na edição número 6 do Jornal do DCE Unicamp você poderá ler:

  1. Entrevista com o professor Plínio de Arruda Sampaio Jr, do Instituto de Economia da Unicamp;
  2. Debate sobre o PNE (Plano Nacional de Educação)
  3. Debate sobre o projeto as privatizações em Campinas
  4. Violência contra a mulher
  5. Enade

 

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Informe Eletrônico #1 – gestão “Cantando por Liberdade” 2010/2011

Assembléias

Quarta (16/03) às 23h
na Moradia 

Quinta (17/03) às 12h
no saguão do PB
pauta: permanência estudantil (Bolsas, Moradia, Bandejão, etc)

Despejo na Favela

(Adoniran Barbosa) 

Quando o oficial de justiça chegou
La na favela

E contra seu desejo entregou pra seu narciso um aviso pra uma ordem de despejo

Assinada seu doutor , assim dizia a petição dentro de dez dias quero a favela vazia e os
barracos todos no chão
É uma ordem superior,
Ôôôôôôôô Ô meu senhor, é uma ordem superior
Não tem nada não seu doutor, não tem nada não

Amanhã mesmo vou deixar meu barracão

Não tem nada não seu doutor vou sair daqui pra não ouvir o ronco do trator
Pra mim não tem problema em qualquer canto me arrumo de qualquer jeito me ajeito
Depois o que eu tenho é tão pouco minha mudança é tão pequena que cabe no bolso de trás

Mas essa gente ai hein como é que faz???

Mas afinal, o que está acontecendo na Moradia?

Viaturas de polícia, tropa de choque, oficial de justiça, estudantes protestando, casa H9, expulsão de morador não oficial, dificuldade de alocar moradores oficiais, conselho deliberativo da Moradia sendo ignorado, fechamento de Centros de Vivência (Cvs), truculência do administrador…….. ufa!!! Mas, afinal, o que está acontecendo na Moradia???

A precariedade da assistência estudantil atingiu o seu ápice. A falta de vagas na Moradia estudantil é para a REItoria  responsabilidade dos próprios moradores que estão alocando moradores não oficiais (que muitas vezes foram deferidos e não foram contemplados pelo processo seletivo do SAE) e assim “retirando”as vagas dos moradores oficiais. Essa visão é restrita, pois impede de enxergar que a insuficiência de vagas na Moradia é um problema estrutural que vai além da questão de moradores oficiais ou não oficiais.

Hoje, a Moradia possui em torno de 950 vagas. Esse número de vagas é insuficiente para atender a demanda de todos que precisam de moradia, inclusive os estudantes contemplados com a bolsa moradia. Na época de construção da moradia (movimento TABA) a reivindicação dos estudantes era de 1500 vagas, 10% dos estudantes, hoje essa reivindicação subiria para 3.300 vagas já que a Unicamp possui 33 mil estudantes.

Decorre dessa situação as dificuldades que muitos estudantes enfrentam para encontrarem vagas na Moradia. Bixos batendo de porta em porta, sem perspectiva de moradia e sem condições financeiras para atenderem  as condições impostas pela absurda especulação financeira de Barão Geraldo,  são o retrato da negligência da Unicamp quanto à assistência estudantil. Colocar os moradores não oficiais como bode expiatório pela insuficiência de vagas é encobrir que a falta de financiamento na educação não é a questão central e que devemos conviver com a precária estrutura que rege à assistência estudantil da Unicamp.

A atual administração da moradia tem papel fundamental no  ataque aos moradores não oficiais . Essa gestão constantemente desrespeitou o conselho deliberativo, única instância política paritária da universidade que congrega os representantes dos alunos e representantes da Unicamp, ao tomar medidas arbitrárias sem passar pela apreciação do conselho. Ao entrar com A ação de expulsar morador, independentemente se é oficial ou não, sem o exame da instância deliberativa da Moradia e entregar  o caso para justiça comum fere com a legitimidade de representação dos estudantes e reforça a política de opressão da reitoria. Trazer a polícia para expulsar estudantes da moradia não resolverá o problema dos muitos estudantes que necessitam de uma vaga na moradia, pois sabemos que o número de vagas é insuficiente, bem como a política de assistência estudantil da Unicamp é precária e desrespeita o estudante que tem DIREITO ao acesso e permanência na universidade.

Por isso, o DCE é a favor da ocupação da administração da Moradia, reivindicando a ampliação de vagas através de mais financiamento público para a educação. Todos devemos lutar por  assistência estudantil que garanta acesso e permanência, uma estrutura adequada de moradia e a preservação dosespaços públicos de debates e socialização. Neste sentido é fundamental a solidariedade de todos os estudantes e todo o apoio à ocupação da administração da moradia.

  • Por mais vagas na moradia!
  • Por mais espaços de socialização!
  • Por democracia no Conselho Deliberativo da Moras!
  • Pela construção de uma Moradia em Limeira!

Ocupação da Administração da Moradia é considerada legítima pela justiça.

O Documento emitido pelo Juiz de Direito Dr Mauro Iuji Fukumoto  considerou LEGÍTIMA a ocupação feita por estudantes da Unicamp na Administração da Moradia. Segundo ele, justamente pelo fato da ocupação ser assumida pela principal entidade de representação dos estudantes, o DCE, não se trata de ato de vandalismo realizado “por um grupo de invasores de qualificação desconhecida”, como insinuou a Reitoria. Trata-se de ocupação de prédio público com fins de protesto político e luta por direitos coletivos.

Trechos do Documento:

“Apresenta-se agora o Diretório Central dos Estudantes da UNICAMP como responsável pela ocupação, o que indica que não se trata de ato promovido por pessoas estranhas à comunidade universitária.”

“E, de fato, ocupação de prédios públicos é, tradicionalmente uma forma de protesto político, especialmente para o movimento estudantil, caracterizando-se, pois, como decorrência do direito à livre manifestação do pensamento (artigo 5°, IV, da Constituição Federal) e do direito à reunião e associação (incisos XVI e XVII do artigo 5°).”

Número de Ingressantes com renda familiar de até 5 salários mínimos (até R$2475,00 por família)

O número de estudantes com renda familiar de até 5 salários mínimos (máximo de R$681,86 por pessoa numa família de 4 pessoas) em 2010 foi de 944, ou seja, a grande maioria destes teria direito à bolsa moradia, logo, as 900 vagas são insuficientes para contemplar os ingressantes e demais estudantes da universidade (incluindo aí os estudantes de Limeira e Piracicaba).

 

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